Descomplicadas Rolling-Stones-Tongue-Liquid

Publicado em outubro 19th, 2010 | por Revista Naipe

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CHUVEIRINHO QUE FALA

Ah, Xico Sá, tenho que te contar que existe pelo menos um homem no mundo que, durante o “sagrado ato de devoção oral” consegue “usar a língua como jatinhos de água que morrem mansamente sobre o clitóris!”.

Magicamente, conseguia fazer a moça sentir aquilo que só o desgraçado do chuveirinho faz. Ficava ali, incansável, fazendo cosquinhas (como dizia ele) n’alma, fechando os zolhinhos da menina, obrigando-a a apertar o travesseiro algumas vezes.

Era único. Nenhuma das outras línguas que por ali passou – por mais ágeis e gostosas que fossem algumas – sabia tão bem como ser chuveirinho. Nem mesmo as femininas. Tem gente que diz que as mulheres chupam melhor por ter uma igual. Bullshit. Tudo bem que o número de línguas fêmeas que me (sim, a moça sou eu) chuparam é umas dez vezes menor do que aquelas que tem algo latejante a oferecer, mas ser homem ou mulher não parece ser bom parâmetro pra isso.

 Tem gente que diz que as mulheres chupam melhor por ter uma igual. Bullshit. Ser homem ou mulher não parece bom parâmetro pra isso

Aliás, parâmetro e sexo são duas palavras que deveriam ser mantidas bem distantes. Algumas pessoas insistem em enfiar padrões sexuais onde mal existem similaridades. Primeiro, cada indivíduo é único, e depois cada dois indivíduos são únicos (três, quatro, etc). Em terceiro, somos únicos em cada espaço e tempo. Corpos que não se encaixaram, encaixam-se com outros, trepadas entres os mesmos dois podem ser ruins num dia e animais num outro…

Sipá (o novo quiçá) só eu achei que ele chupa como chuveirinho, sipá eu e mais algumas, sipá todas. Como saber? Pra que saber? A pergunta do momento é como instalar um chuveirinho no meu novo banheiro – que só tem uma ducha agressiva do caralho  – já que não posso mais trepar com o chuveirinho que fala?

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