Na rua Bar_Canto_do_Noel_Thiago_Momm

Publicado em novembro 20th, 2012 | por Fabricio Finardi

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FALTA ALMA

[Foto: Bar Canto do Noel, por Thiago Momm]

Não faltam só padarias, como criticou Roberta Ávila aqui no site da Naipe antes de receber uma avalanche de ódio e bairrismo dos mais arcaicos.

Faltam restaurantes, bares, parques, baladas, campinhos de futebol, teatros, cinemas e marinas. Sim, marinas. Quem é que nos nomeou juízes do que é necessário ou não para a cidade? E se alguém trabalhou a vida inteira honestamente e agora deseja gozar de uma tarde em cima de uma lancha? O fato de muitos não terem condição de comprar uma lancha invalida o direito de alguém comprar uma? Sim, faltam hospitais, creches, linhas de ônibus, saneamento, asfalto, escolas e policiais. Mas além de não termos tudo isso, devemos ficar sem lazer?

O Estado tem o dever de sanar os problemas estruturais da cidade mas tem também o dever de fomentar a cultura, a arte, o prazer. “Os bares estão cheios de almas tão vazias” canta Criolo. Essas mesmas almas que passam o dia fazendo piada de qualquer um que levante a mão pra fazer uma pergunta ou criticar algo. Se o prazer de ter um barco pode ser cerceado pela opinião pública, por que é que o prazer de sentar no bar e tomar uma cerveja tem toda legitimidade do mundo? Existe um medidor para o prazer sem culpa?

A Revista Naipe iniciou há 15 dias a apuração para o Guia Naipe de Verão 2013. Visitamos bares, restaurantes e cafés de Florianópolis e de outras partes do litoral catarinense. O que encontramos até agora? Muitas portas fechadas e muitos proprietários de cabeça baixa. Taliesyn, Barbarella, Don Bar, Cervejaria da Ilha, Thai, 1007 Beach Chik, Joy Hot Dog, Daissen, Bar do Mirante, Donovan Irish Pub, Aloha Café, Shiva Vege, Chilli, Solopizza da Lagoa, Edomae, a lista de estabelecimentos fechados este ano é extensa e tende a crescer. Muitos são os donos que tiveram um ano de mesas vazias e nem mesmo a temporada se aproximando parece acalentar a angústia.

A lista de estabelecimentos fechados este ano é extensa e tende a crescer. As raras e louváveis iniciativas de se ocupar os espaços públicos com música, arte e prazer são caçadas sistematicamente

Num sábado ensolarado decidimos conferir o tradicional sábado de samba no bar Canto do Noel. Bilhetinho na porta informando que mudaram para outro bar na Conselheiro Mafra. Conversamos com os músicos e descobrimos que tiveram um problema com o alvará. Alvará foi também o motivo da Sounds in da City ter sido deslocada do seu tradicional abrigo na Avenida Beira- Mar para a pista de skate na Trindade. O ERRO Grupo, projeto patrocinado pela Petrobras que experimenta arte como intervenção do cotidiano, teve sua solicitação de uso do espaço público do centro da cidade negada e fez duas apresentações em caráter de manifestação política. Sim, as raras e louváveis iniciativas de se ocupar os espaços públicos com música, arte e prazer são caçadas sistematicamente.

Sem conhecer a cidade e muito menos os problemas que ela vive, um paulista de origem coreana escolheu a ilha para ser seu lar. Ilhabela, São Paulo, Sarasota, Orlando, Mykonos, Zurique, St. Moritz, Munique: foi por essas cidades que o sushichef Emerson Kim rodou com suas facas afiadas antes de eleger Florianópolis para abrir seu restaurante. Emerson foi membro do “dream team” do Nobu, restaurante que tem 26 filiais ao redor do globo e é considerado por muitos a catedral da cozinha japonesa. Parte do que é servido no restaurante é pescado diariamente pelo próprio chef, um fissurado por roupas de borracha, lanternas e longas noites à procura de camarões e siris na Lagoa da Conceição. Quem atende os clientes é Inga Ezergale, uma letoniana com cinco línguas fluentes.

O casal não escolheu o nome à toa – o Black Sheep Sushi Bar é realmente uma ovelha negra entre os que oferecem sushi na cidade. Cream cheese, baldes de shoyu, bufê, festival, rodízio, não se encontra isso por lá. O chef propõe pratos delicados e sabores sutis que levam suas papilas gustativas para lugares nunca antes visitados. Mas depois de seis semanas aberto, o que mais se viu por lá foram carrancas. Gente torcendo o nariz para a ausência do bufê, do cream cheese, do exagero. Uma iniciativa que seria celebrada em outras cidades parece ser ignorada em Florianópolis pelo medo do novo, do ousado, do diferente. O chef já recebeu proposta para levar o empreendimento para São Paulo.

E o que é que nós, moradores da cidade, fazemos para não perdermos o direito ao lazer? Criticar e ameaçar aqueles que levantam a bandeira contra a inércia parece ser exatamente aquilo que não precisamos. Sim, Roberta Ávila é paulista e sente falta das padarias de São Paulo. Isso é motivo pra tanto ódio? Thiago Momm, editor-chefe da Naipe, concluiu: pão de trigo virou bernunça. Defendemos até a morte nosso direito de comer o pão velho e sem graça que ocupa os balcões das padarias da ilha. Sou formado em cozinha no Instituto Federal de Santa Catarina e cursei dois semestres de Panificação e Confeitaria na mesma instituição. Trabalhei em três grandes padarias da cidade e outros três restaurantes. Nasci em Florianópolis, filho e neto de manezinhos. Brado sem medo: as padarias de Florianópolis, em sua esmagadora maioria, são ruins. E agora? Como é que vão criticar um manezinho que já trabalhou nas padarias da cidade por falar mal da situação?

É fácil gritar “fora haole”, difícil é admitir que existe a chance de estarmos minimamente equivocados em nossas opiniões. Se tomamos os pães de trigo como patrimônio cultural, deveríamos tomar também o resto de nossas deturpadas tradições. Tombemos os bares que cobram consumação mínima de até R$ 100, os flanelinhas que nos extorquem pelas ruas, a casquinha de siri que não é feita com siri, as porções de camarão à milanesa cada vez menores e mais engorduradas, as filas intermináveis para as praias. Tombemos o nosso medo da polícia, a fila na frente dos postos de saúde, os preços nada populares do Mercado Público, a falta de tainha nas redes, as eleições que nos fazem debater sobre qual o menos pior, as cadeiras quase sempre vazias da Assembléia Legislativa, as bicicletas brancas que simbolizam os ciclistas mortos pelas ruas e ainda assim são roubadas. Tombemos a nossa ineficiência, a nossa inércia e o jeito torto como cuidamos de uma cidade que só merece amor. Florianópolis nos oferece praias, cachoeiras, peixes, passarinhos, dunas, mangues, vento, sombra, sol e chuva. E nós? O que damos em troca? Concreto, lixo, carros, esgoto e fumaça. O que você já fez de bom para a cidade em que mora?

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Sobre o Autor

Estudante de gastronomia apaixonado por farinha e fermento. Dirige exclusivamente motos e foge sempre que tem a oportunidade.



82 Responses to FALTA ALMA

  1. Eduardo says:

    Eu confesso que desconhecia a xenofobia existente na tal Ilha da Magia. Descobri lendo e pesquisando, pois estava pensando me me mudar para Florianopolis. Sou artista plastico e imaginei levar meu trabalho e minhas cores de paz e multiculturalidade para lá. Mas sou paulista e vi que n serei bem vindo.

    Quem perde como sempre é a maioria, a cultura se dirige para algum outro lugar onde o a coexistencia faca algum sentido. Aviso:Todo preconceito é burro!

    A natureza deu a magia, os humanos sem cultura estao propagando o facismo por lá.

    Nao sei que nacionalismo é esse que usa uma expressao de outro país “haole”? os tais manézinhos deveriam criar sua própria expressao facista pra discriminar os estrangeiros entao

  2. Eduardo says:

    Definindo o mané (esse mesmo que fica “volta pra tua terra, antes era melhor aqui”, etc):

    Meu pirão primeiro! E de preferência, só pra mim e pra mais ninguém!

  3. Anderson says:

    Ótima reflexão. Parafraseando Hermann Hesse, em “O lobo da Estepe”: “a grande maioria das pessoas não quer nadar, antes mesmo que o possa fazê-lo.
    Foram criadas para viver, não para pensar. Se pensassem, poderiam ir muito longe.” O que fazem os críticos, arrogantes, puxa-sacos e toda a trupe que cospe no prato que é de ouro? Ora bolas, tomemos aquilo que me admira em todas as pessoas: o sentimento de falta, de que alguma coisa está fora do lugar.
    Olhemos para dentro de si, a refletir, fazer algo por si para depois cobrar algo do externo. Afinal, ele, o que está ali fora, o exterior é tão somente o reflexo do interior. Companheirismo, respeito mútuo, ajudar o outro. Quando descobrirem as possibilidades infinitas, levem-nas a consciência, então teremos mais padarias, restaurantes, cultura e lazer em boas doses. É uma agulha no palheiro.

  4. Índio Carijó says:

    Fora “haule”, para invasores açorianos e aos outros povos invasores seguintes….

    vejam bem, FLN continua como a 20 anos atrás, nem sincronização de semáforos tem. Em Schroeder/SC tem!

    A crítica do texto é muito boa. Tão boa que alguns estão tão ofendidos que estão mandando os haules embora!

    é muito mimimi, é só reclamação e nunca tem argumentos para realmente melhorar o debate.

  5. Regina Valadares says:

    Bem, vim de uma cidade onde o turista é bem tratado e onde a cultura jorra a cada esquina. Hoje em dia é uma cidade maltratada, é verdade, mas continua de braços abertos recebendo o turista porque sabe a importância que eles têm na economia local. Vim de Salvador e estou em Florianópolis há 8 anos.
    Acho que falta, sim, senso de humor aqui, mas sobra gente reclamando. E pior, reclamando de quem vem de fora.
    Qualquer coisa que você reclame: seja do transporte público daqui, que é uma VERGONHA nacional, seja do trânsito, seja da cultura, aparecem vários manezinhos (e as vezes nem são manezinhos mas se fazem passar por eles), mandando você ir embora. Dizendo que “não gostou volta pra tua terra”. Aí eu penso: Ora, eu não voto aqui? Não pago impostos aqui? A minha filha NASCEU aqui e eu não posso falar nada? Tenho que aceitar porque não nasci aqui e tá bom? Esse tipo de bairrismo eu não encontrei nem no Rio Grande do Sul. Aqui é algo mais agressivo. Já vi um cara quebrar uma garrafa no chão e ameaçar porque um outro estava falando mal da Ilha. Ninguém me contou, eu vi.
    Aí o paradoxo está formado, quando no jornal da noite eu vejo o apresentador falar que Florianópolis é uma das cidades mais procuradas no verão. Mas como assim? Os haoles não devem ir embora? E aquelas fotos que rolam no facebook com dois helicópteros dizendo que “a ilha está cheia”? Não sabiam que “desconvidar” é falta de educação? Decidam-se, aceitam ou não os “haoles”.
    O pior de tudo é que isso se estende à cultura ou qualquer outra ideia de crescimento, com a bandeira do “o progresso vai destruir tudo”.
    Não adianta, a evolução está aí, não há como fugir, ou se enquadra ou fica boiando.

    Apesar de tantas coisas culturais ainda falta, falta muita coisa. E TODOS assistimos calados. Queria que os manezinhos que adoram botar pra correr os haoles se unissem e fossem cobrar a ponte. Cobrar a Fenaostra, uma árvore de natal decente e sem super faturamento. Mas assistem calados a um prefeito que, porque perdeu, nos fez perder também.
    Enfim… ainda tinha muito que falar, mas acho que Fabricio jogou no ventilador tudo que penso e mais um pouco. É uma triste constatação, mas é a mais pura verdade.

  6. Yara Gomes says:

    Amo Florianópolis, acho que é uma cidade muito linda, uma boa cidade para se viver.
    É uma pena que as pessoas entendam que diversão é somente Jurerê. Vendem a cidade com essa bandeira.
    Se os ”HAOLES” forem embora a cidade irá falir, só isso. Quem move isso aqui são as pessoas que vieram de outros estados também. Agora vai dizer que isso é mentira?
    Concordo sim, faltam bares, faltam padarias, faltam gente feliz e de bom humor aqui.

    Sinto de coração que o Recanto do Noel tenha fechado, lá curti muitos sábados de samba de primeira categoria, comi uma feijoada deliciosa na presença de grandes amigos e familiares. Mas infelizmente, falta bom senso até pra viver.

  7. JJ Fields says:

    Marinas são empreendimentos para poucos? Não, não são. A quantidade de empregos e negócios satélite (que também criam empregos) que uma marina gera são grandes. Sim, poucos botam uma lancha numa marina, e pagam caro por isso – muitos vão ganhar emprego, embolsar esse dinheiro e vão gastar mais no setor de serviços – a cidade cresce e ganhamos todos. O mesmo vale para outros tipos de empreendimento, dos maiores aos menores.

    E esse é o pensamento que a maioria do povo daqui não tem. Claro, batalhemos por empreendimentos responsáveis e sustentáveis, mas “fora haole” e ser contra só por ser é uma imbecilidade. Tira a oportunidade para muitos, com a desculpinha esfarrapada de que “é para poucos”.

    Esta é sim uma cidade provinciana, simplória e simplista, pensa pequeno e não gosta de quem pensa diferente. O mané é saudosista por não ter futuro. É acomodado e por isso está sendo substituído por gente que leva a cidade para frente ao invés de ficar mofando na beira da praia. Reclama de quem faz e não faz nada. Está em extinção e não fará falta.

    Eu sou nascido e criado e Floripa, como muitos dos que comentaram. Meus pais são catarinas, de outras bandas, e me ensinaram a não ser acomodado. E me ofendo se me chamarem de mané da ilha.

  8. Glaucia says:

    Gostei muito do texto Fabrício, concordo com muitas coisas, porém em outras não. Quero mesmo é deixar aqui meu recado para o AlCEU. Que teve a ousadia de criticar a CULTURA da no ilha. Em um comentário extremamente infeliz dizendo:
    “Não gosta de evoluir, vai pra tribo ali de Biguaçu…. ali dá pra ficar pescando o dia todo e cultuando as tradições açorianas sem parar…. dançando o boi e fazendo renda….”
    QUE ISSO?
    Então vamos desvalorizar todas as culturas que por ai existem. O que me fez pensar de vc Alceu, é que realmente vc é uma pessoa podre de espírito, que não valoriza cultura alguma e com certeza pensa só no seu umbigo e nos seus valores chulos.
    Sou educadora, e sei muito bem a importância, o valor da riqueza que o nosso boi de mamão tem, e as rendeiras que aqui vivem. Com certeza vc nunca foi a uma roda de boi de mamão, com certeza vc nunca conversou com uma rendeira para escutar a história de vida dela. Um pena seu pensamento ser tão pequeno. E é por causa de pessoas assim como vc, que a cultura de Floripa é menos prezada, esquecida e julgada por aqueles que não sabem valorizar a riqueza das suas origens.
    Neste feriado mesmo, fui a dois eventos culturais que estavam VAZIOS. Um que aconteceu no SESC e outro na UFSC. Ambos no teatro, com músicos de alta qualidade, nível de música equivalente a Chico Buarque, e que poucas pessoas conhecem. E é daqui da ilha. Tem coisas boas aqui sim, tem eventos culturais aqui sim. E concordo com algumas pessoas que falaram que aqui não é São Paulo. As pessoas são desinteressadas, não buscam alternativas, não pesquisam. Só sabem sentar suas bundas por ai e reclamar.
    Tem teatro rolando ai pela cidade gratuito, tem até circo. E vc vai a um evento desses conta na mãos quantas pessoas estão lá. Uma pena… Uma vergonha. Tem gente mesmo reclamando de barriga cheia. Pq a cultura tá ai sendo oferecida, e as pessoas continuem a dizer que Floripa não tem nada.

  9. Ana Freitas says:

    Como se morar aqui fosse argumento decente. Apenas desarma os Fora Haole. Mas cadê os argumentos dizendo porque as boas padarias daqui são ruins? Ponto do Pão, La Padá, Padeiro de Sevilha, Lorenzi, isso pra ficar só na região central…

  10. Alcibíades Bresola Neto says:

    Quanto à questão do bairrismo mané, o Cid Raulino Andrade Junior respondeu muito bem na página da revista.
    E, como disse o Douglas Spessatto , na mesma página, simplesmente há coisas insustentáveis pra uma cidade de 400 mil habitantes. Não dá pra gente querer ser uma São Paulo light. Lá são 10 milhões de pessoas. Tem público pra tudo. Há coisas que nem no Rio de Janeiro existem. Mas em São Paulo sim, pq é uma megalópole. Tudo vinga, com o mínimo de boa administração. Floripa é do tamanho de um bairro de São Paulo, a falta de público, por consequência de pouca população, é sim uma realidade.
    Acho excelente que tenha um puta chef querendo produzir algo de elevado nível na cidade. Pessoas como eu e tu, que admiramos a boa comida, ficam felizes. Mas somo poucos, afinal somos poucos os habitantes da cidade, são só 400 mil.
    Porém, esse mesmo excelente chef tem que procurar ser um excelente empresário e saber identificar os desejos e necessidades do público com o qual deseja ganhar dinheiro, em vez de simplesmente criticá-lo, sem procurar entendê-lo.
    A empresa onde trabalhamos, cara, é um ótimo exemplo de pessoas que sabem oferecer um produto de qualidade pra clientes que querem consumir e pagar pelo que é preparado.
    E, ao se usar muito bem a razão, ninguém espera sucesso arrebatador e lucros em 6 semanas de negócio, por melhor que seja a casa.
    Os meus cinco anos de trabalho na gastronomia de Florianópolis, me mostraram que há muita gente que simplesmente tem o sonho encantado de abrir um restaurante/bar/balada onde vão ser tornar imediatamente felizes e auspiciosos fazendo coisas lindas que aprenderam em cursos, coisas que viram o Alex Atala fazendo no GNT, ou coisas que comeram lá em São Paulo, pagando caríssimo por algo que muitas vezes até, realmente, vale muito. Mas os sonhadores esquecem que na capital paulista são mais de 20 vezes mais habitantes e, consequentemente muito mais pessoas dispostas a pagar por algo exclusivo.
    O que penso é isso. Tem muita gente querendo que sejamos uma São Paulo light. Com sossego, mas com todas as opções possíveis de lazer. Gostaria muito que um dia essa combinação fosse fácil de se conseguir. Mas sabemos que não é.

  11. Eliza says:

    Parabéns pelo texto! Vale uma ótima reflexão.
    abs

  12. Artur says:

    Enfim uma reportagem que retrata exatamente o que está faltando nesta cidade. Sou de Florianópolis mesmo e por a cidade estar “sem alma” me faz querer cada vez mais sair daqui. Não é somente de belezas naturais que uma cidade pode viver, tem que se oferecer o que a população quer e precisa, como também oferecer aos turistas tudo que eles gostariam de usufruir por aqui.

  13. paulo says:

    Fabricio,

    Parabens pelo excelente desabafo. Concordo com tudo, apenas acho que o preço dos nossos restaurantes são realmente altos quando compararmos com a qualidade e serviços em outros lugares do país e do mundo. Apenas lembro que voçe esqueçeu de falar da poluição visual das vias de nossa cidade e que me encomodam muito. Observe por exemplo a SC 401, o Rio Tavares, etc. Há todo tipo de construção, outdoors de todo o tipo e tamanho, faltam calçadas, calçadoes. Sugiro que voçe faça tambem uma matéria para explorar esse tema. Os xenófagos e aqueles que tem aversao ao desenvolvimento vao acabar mesmo morrendo na praia.

  14. Carlos says:

    Fui no Black Sheep e conversei com o chef e Emerson e a muito atenciosa e educada Inga na semana passada. É um serviço que jamais imaginei ver em Florianópolis e um produto que não pode ser comparado com os tradicionais festivais. São pratos de alta gastronomia, que devem ter exigido um estudo e um investimento muito alto até chegarem ali….. Tomara que eles permaneçam em Florianópolis e sejam uma base de referência aos demais do que é servir bem.

    Até esqueci das tantas vezes que fui mal atendido em vários restaurantes caros aqui. Como alguém comentou, se a cidade decidisse de uma vez sobre a sua vocação talvez todos caminhassem juntos. Se for turismo, então precisamos treinar e ensinar as pessoas atenderem bem, se for tecnologia, então devemos dar mais condições e facilidades aos polos de TI, se for comércio, então não fechem os restaurantes para almoço… como se diz por aí…..

    • Aurea Botter says:

      adorei a reportagem e concordo com os comentários…muito verdadeiros…ainda não descobri o que realmente Florianópolis quer…Mal atendimento, sem estrutura, preços exorbitantes e ja vi muito restaurante fechado sim em horário de almoço…e agora mais essa sem segurança…o que há poucos anos era nota 10.

  15. carlos says:

    Façamos o seguinte: não sejamos tão hegemônicos – brancos, burgueses, heteronormativos, sem-blibliotecas! É muito simples – os norte-americanos já sabem disso! A europa….faz séculos, os orientais……já perdi a conta!
    Boa reflexão!

  16. Alceu says:

    Lendo todos os comentários deste texto, e do outro que fala sobre a “falta de padarias”, reforço ainda mais a minha impressão de que se dependesse apenas de nós, nativos, haveria apenas uma ponte em Florianópolis e seríamos mesmo uma outra ilha.

    Uma ilha de malandragem e bairrismos hipócritas, de falta de conforto e falta de estrutura. Obrigado aos “haules” que vieram aqui e aceleraram o desenvolvimento da cidade. Quem sabe assim os que querem só ficar 6 horinhas no serviço público e correr para casa aprendam que o que precisamos mesmo é de gente que gosta de trabalhar.

    Não gosta de evoluir, vai pra tribo ali de Biguaçu…. ali dá pra ficar pescando o dia todo e cultuando as tradições açorianas sem parar…. dançando o boi e fazendo renda….

    • Jonata says:

      Quem é você para decidir por todos o que precisamos?
      E desde quando o que queremos é um cidade de “workaholic”.
      Essa pode ser a sua opinião. Mas de forma alguma tens o direito de querer mandar para outro lugar alguém que queira somente trabalhar seis horas e voltar para casa, para sua família, seus amigos, seu lazeres.
      Evolução não tem relação somente com o aumento de trabalho. A cultura pode ser “feita” com o trabalho, mas absorção dela somente é feita no momento de lazer e de descanso daquele que a absorve. Ou conheces algum trabalho de “visitador de obras de arte”?
      De que adianta termos museus, parques, ciclovias se as pessoas só ficam dentro de seus escritórios trabalhando sem parar.
      Ou vais me dizer que queres que todos na cidade trabalhem somente para fornecer cultura aos turistas e permaneçam totalmente alheios a ela?
      Esse papinho de “precisamos de gente que goste de trabalhar” é ranço puro da era da escravidão.
      Precisamos é de pessoas felizes… essas sim vão fazer a nossa cidade ser melhor do que ela já é.

  17. rodrigo says:

    Essa nova geração daqui só sabe escrever “fora haole”.
    Vão aprender a votar, a argumentar, saiam de suas casas, peguem a estrada, conheçam outras cidades, outros países.
    Só sabem jogar no colo de quem vem de fora a culpa pelas coisas que aqui não funcionam como gostaríamos.
    O negócio é estudar, trabalhar e encarar a nossa cidade como uma Nova Iorque, que também recebe gente de todo o mundo e não fica encanada com esse provincianismo e bairrismo.

    • Eduardo says:

      Todo o teu argumento pode muito bem ser usado contra ti. Muita gente que vem de fora só sabe jogar nas costas de quem já estava aqui a culpa pelas mazelas da cidade, e pelo fato de nem tudo aqui ser do jeito que eles gostariam.

      Ambos têm parcela de culpa, e colocá-la sobre os ombros dos nativos é tão provinciano como o comportamento que tanto criticas. E é esse tipo de postura – que se verifica aqui faz MUITO tempo, diga-se de passagem – que acaba acendendo o sentimento “xenofóbico” até em pessoas mais propensas ao diálogo por aqui.

  18. Juliano Avelino says:

    Excelente texto bi, mas sobre as marinas eu discordo. Lanchas e iates são um artigo de luxo; para poucos. Há se não me engano 5 ou 6 marinas em Florianópolis, e isso é pouco? Ora, quantos parques públicos existem na cidade? Não consigo citar 5, conheço mais marinas do que parques. Isso é uma ilha, há um limite geográfico e há cada vez menos espaços disponíveis para grandes empreendimentos (salvo os adquiridos em falcatruas de alteraçoes de zoneamento do uso e ocupação do solo).
    Ora, se falta espaço para as lanchas, então que seja construida marinas nas região metropolitana, e deixe de centralizar tudo na ilha.
    Agora, quanto ao resto do texto concordo em tudo. A arte em Florianópolis não é nada valorizada, são sempre as mesmas pessoas nos poucos lugares “diferentes” para se curtir.

    • Fabrício Finardi says:

      Não sei onde devem ser construídas as marinas, acho que isso cabe aos engenheiros e planejadores urbanos da cidade. Só acho que as pessoas tem o direito de reclamar daquilo que sentem falta. Todo mundo tem um prazer fútil, criticar os dos outros é muito fácil.

      A arte de Florianópolis tem sido sepultada nos últimos anos e isso é muito fácil de ver.

  19. Jonata says:

    E outra… revistinha de quinta categoria.
    Textos que utilizam 95 % de marketing e 5% de jornalismo (método mais fácil de angariar leitores).
    Pegam um problema sério e incluem temas ridículos (e de tão ridículos, tornam-se extremamente polêmicos) só para angariar leitores.
    Lembras muito bem o dono de um restaurante no ribeirão (um bistrô famoso, cujo o dono é um paulista).
    Certa vez fui jantar lá e o meu prato demorou mais de três horas para ficar pronto. Várias pessoas que chegaram depois de mim, comeram e foram embora. Era o próprio dono do restaurante que atendia e cozinhava. Lá pelas tantas, eu reclamei e ele disse que já estava saindo (detalhe: ele tinha mandado o meu prato para mesa do lado que ficou espantado pela rapidez). Depois disso ele foi atender a mesa atrás da minha e disse que não aguentava mais Florianópolis, porque as pessoas aqui eram muito desqualificadas.
    Atitude típica dos reclamões. Só o que sabem fazer é isso. Pagar para os funcionários dele fazer um curso de atendimento ou de culinária ele não é capaz.
    É a base do texto. RECLAMAÇÃO. E só piora quando tentam incluir nelas uma falsa intelectualidade.
    Solução que é bom nada.
    Daqui a pouco vão dizer que a fachada da ponte é muito feia… que ela teria que ser mais “clean”.
    Que o CIC só deveria abrir espaço para obras de Edgar Degas, Kandinsky e Monet. Porque a cultura ilhéu é muito brega.
    E por aí vai…

    • Fabrício Finardi says:

      Você não entendeu o texto, leia novamente.

    • Thiago Momm says:

      Jonata: nós fazemos um guia de verão gratuito de 136 páginas com 20 mil exemplares que, na última edição, acumulou também 35 mil leitores em matérias reproduzidas no nosso site e na versão online do guia.

      O guia foi distribuído em mais de 200 pontos entre Balneário Camboriú e a Praia do Rosa, incluindo Florianópolis, claro.

      Com ele, segundo tantos retornos que recebemos, as pessoas puderam explorar lugares que não conheciam. Como todo conteúdo de turismo, nosso guia é quase todo positivo, muito mais “vá” do que “evite”. Em suma, não estamos só reclamando, estamos fazendo a nossa parte exatamente neste assunto, lazer e cultura em Florianópolis.

      O que o Fabrício fez aqui foi aproveitar o resultado de andarmos tanto por aí para compartilhar o que tem visto. Por que, afinal, deveríamos jogar nosso senso crítico fora? É justamente com ele que chegamos ao resultado final do guia – o que de melhor o turista pode fazer.

      No final de dezembro o guia 2013 está na mão. Espero que você tope com ele por aí.

  20. Lilica says:

    Sou de Floripa, e estou a 3 anos morando fora. Morro de saudades da minha terra. Mas tenho que admitir que a cidade tem muitos problemas. E somos nós moradores, turistas e apaixonados pela ilha que criamos os problemas e somos nós que temos que resolver.
    Não importa se você é nascido, criado, importado ou extraviado pra cá. Morá em Floripa? Vem só a passeio? Cuida, seu esculhambado, a cidade é de quem está nela.
    Mofas com a pomba na balaia se achas que a cidade não vai continuar mudando. As caracteristicas de cidade bucólica já se foram a muito tempo. Ou alguem ainda tem saudades do fedor do canal da avenida quando a maré estava baixa.
    Se quer voltar ao passado, e deixar na cidade só quem nela nasceu, para de gastar dinheiro com a Hercilio Luz. Bota ela no chão, e joga junto a Colombo e a Pedro Ivo.
    Aproveita e corta a luz. Já ficamos 55 horas sem ela e sobrevivemos.
    Mas a cidade só muda, se seus moradores mudarem.
    Também quero pão quentinho e gostoso. Assim como quero um lugar para estacionar meu carro. Não tenho lancha, mas apoio a construção de marinas (uma na ponta do coral seria pedir demais?). Acho inadmissível que na capital do estado, que é uma ilha, não tenha um porto pra atracar navios de cruzeiro. Que não se tenha um edificio garagem, que obriga o vivente a estacionar o carro no trapiche da Beira Mar para poder fazer compras na Conselheiro Mafra.
    O florianopolitano deve ser mais exigente. Não porque os paulistas gostam disso ou daquilo, mas porque o ilheu quer o melhor pra sí também.
    Não pensem mais como se Florianópolis fosse uma ilha isolada no meio do oceano. Somos parte do mundo, cidadãos do mundo.
    Amo Floripa, morro de saudades dela, mas quero ela melhor do que deixei.

  21. Rodrigo says:

    Minha resposta é bastante simples: Se vc não está contente, vá embora. Moramos num País onde cada cidadão tem liberdade de escolha. A Ilha não precisa de nada disso. Reflita isso. Vc nunca encontrará um manezinho morando em outra cidade “pense num porquê”, não fomos nós que mudamos, vcs invadiram. Por isso, se tais situações o incomoda tanto simplesmente vá embora.

    • Fabrício Finardi says:

      Nasci em Florianópolis e não vou embora. Vou ficar aqui, criticar e atuar até que as coisas mudem. Quem incomoda é que tem que ir embora, não o contrário, amigo. E se achas que nenhum manézinho vai morar em outro lugar estais muito enganado.

      • Rodrigo says:

        Fabrício, Se vc nasceu em Florianópolis e quiser criticar, converse antes com quem está no campeche desde que nasceu támbem e ve diariamente sua paisagem ser modificada, vc pode tentar conversar com o pessoal do Ribeirão, Pantano enfim, todos aqui do Sul da Ilha. Visite aqui no Ribeirão nosso museu açoriano. Acredito que entenderás o que falo. Tenha uma ótima semana e viva Floripa.

        • Fabrício Finardi says:

          Você acha que a ilha não precisa de cinemas, teatros, campinhos de futebol, ciclovias, bares, restaurantes, nada? Imagino então que você não saia de casa e plante sua própria comida, certo?

          Eu já escrevi parte do Guia Naipe de Verão do ano passado e estamos escrevendo o deste. Visito a cidade inteira, converso com quase todos os donos de restaurantes, bares, pescadores, curadores de museus e artistas. Não é só minha a reclamação de que falta alma.

          • Rodrigo says:

            Vou dar um exemplo bem claro e simples para que todos entendam: Na decada de 80 quando passavamos o dia na Guarda do Embáu, apreciavamos a natureza, curtiamos a praia e voltavamos felizes. A cerca de três anos levei um amigo meu juntamente com alguns turistas para conhecer a Gamboa. Eles ‘os turistas’ reclamaram durante todo o trajeto sobre a estrada de chão batido e faziam piadas sobre nosso jeito de falar. Ao chegar na praia, é lógico, ficaram maravilhados com a beleza do lugar e não paravam de falar que como ia ficar lindo no costão da Gamboa um Mega Hotel de Luxo, com apartamentos Top, Heliponto, Super resturantes, campo de Golf. Então Fabrício Obrigado, pegue sua turma e sua mentira e vá se embora…quero progresso, e desenvolvimento, mas não desse tipo não dessa sua turma.

  22. Mario says:

    Se Floripa está hoje como está, não é culpa dos “forasteiros”! A culpa é do povo que elege mau os seus governantes!
    Não adianta ficarem brigando agora, pensem melhor na proxima eleição e mude o rumo desta maravilhosa cidade.

  23. Gelter Muller says:

    Do tema “Falta Alma” – “Faltam restaurantes, bares, parques, baladas, campinhos de futebol, teatros, cinemas e marinas”, dentre tantas outras coisas.
    Resumindo: falta gestão pública e capacitação profissional. Sem um planejamento urbano/ambiental, sem a conclusão do Plano Diretor Participativo, sem o fortalecimento do IPUF, gestores com perfil técnico no lugar certo, sem capacitarmos melhor as pessoas para o mercado de trabalho, fortalecer a Educação, a Segurança, a Saúde, resolver nosso grave problema de mobilidade urbana continuaremos aqui a discutir os novos problemas velhos e passaremos mais 4 anos como “o passageiro da agonia” (sobre)vivendo na Ilha da Magia.
    Abs

  24. Adriano says:

    A sociedade de Florianópolis, juntamente com os seus administradores, deve definir qual a sua vocação, se concluir que é o turismo, então, deverá haver união de esforços (privado e público). O turismo movimenta bilhões de dólares ao ano mundo afora, contudo, é indispensável tratar o turista adequadamente (hostitalidade), então, treinamento, treinamento e treinamento (profissionalização), nada de último pedido às 24h porque a cozinha está fechando.

  25. renato says:

    Pessoal, sou manezinho, conheço muito bem a ilha da magia, mas já morei fora, mais precisamente em curitiba e conheço são paulo muito bem também. E realmente, concordo com a questão das padarias. As padarias daqui são verdadeiramente um lixo, os pães são velhos, frios, ou crus. O cara chega 4 horas da tarde numa padaria daqui e só tem pão velho e frio, como pode? Extremamente ruins se comparados com os servidos em padarias de curitiba e de são paulo. Agora, tenho que lembrar os cidadãos e cidadãs que aqui vieram reclamar disso e que são de fora que a maioria das padarias daqui são de gauxos, paulistas e por aí vai. Esse pessoal arrogante que vem pra cá reclamar são os mesmos que abrem estabelecimentos de péssima qualidade, e não venha dizer que não tem clientes pra consumir produtos de boa qualidade. Vejam as cafeterias da lagoa, tudo caríssimo lá, mas está sempre cheio. É só passar por lá num sábado ou domingo a tarde pra ver que nem tem lugar pra sentar de tão cheio que ficam. Portanto esta desculpa esfarrapada de que o pessoal daqui não consume boa qualidade e reclama do preço é fajuta e inverídica.
    E quem não esta satisfeito e vive a reclamar (e este recado vai para o escritor da reportagem/opinião, visto que é formado em gastronomia), então sugiro que abra uma padaria descente com ótimos pães que eu serei o primeiro cliente!
    Saudações!

  26. Alex Sandro Souza de Oliveira says:

    Pessoal!! nasci em floripa e sou muito feliz de ser catarinense e brasileiro “apesar de certos momentos ter vergonha de ser brasileiro”.
    Floripa cresceu muito, e naturalmente se modificou. Infelizmente percebo que a ilha não é mais de manezinhos, estudei numa sala da UFSC que apenas 3 pessoas, de 40, eram daqui. Estamos em um município de “multi-municípios”. ACEITEM.
    Se cada um limpa-se a frente de sua casa… com certeza não teríamos ruas sujas.

  27. Marcio da Silva says:

    Esse cara esta falando de uma carateristica comum a qualquer cidade brasileira. Floripa é uma Ilha, portanto a unica reclamaçao que faz sentido é ausencia de Marina. Moro aqui, nasci aqui e quem reclama da falta de uma Marina? Haule endinheirado que quer estacionar seu brinquedinho! Nao sou contra a construçao de uma grande Marina, um empreendimeto que possa dar oportunidade de emprego a dezenas de manezinhos e ate mesmo para estrangieros que elegeram essa cidade para morar. Mas antes disso, arrumem a casa. saneamento basico principalmente. Agora se querem padaria estilo Sao Paulo, temos um aeroporto na ilha que conecta em uma hora. Aproveitem o voo e nao voltem mais, vao curtir suas padarias…

    • Fabrício Finardi says:

      Será que nenhum manézinho reclama da falta de marinas? Eu sou manézinho e acho que todos tem o direito de reclamar daquilo que sentem falta, independente do lugar onde tenham nascido.

  28. Nilson Cesar says:

    O tempo passa e..tudo vira pó.
    Junto com minha esposa fui proprietário da Cantina da Freguesia por dez anos. O local funciona a quase vinte e só tive alegrias. Trabalho duro e simpatia são fundamentais. Sucesso = suor. Em todo mundo! Pessoas vem a Florianópolis e acham que aqui é o paraíso mas esquecem que é um balneário sazonal com muitas ofertas e pouca população. Escolhem mal o ponto, utilizam publicidade, mídias etc e esquecem que para colher é preciso plantar e insistir..

  29. Eduardo says:

    Colocações muito corretas, em sua maioria. Mas que não apagam o fato que o texto defendido consistia numa reminiscência saudosa da cidade de origem da articulista (que, convenhamos, não é nenhum paraíso), permeada por desnecessárias ridicularizações da cidade em que ela mora atualmente.

    Levando-se em consideração o problema do superpovoamento de Florianópolis, e o fato de que esse crescimento deve-se em parte considerável à invasão de paulistas, não é assim tão difícil compreender o motivo de as referências jocosas no texto não terem repercutido muito bem entre os ilhéus.

    Se o texto pretendesse apontar problemas relevantes e fazer sugestões, eu seria o primeiro a defender a autora, fosse ela de São Paulo ou do Butão. Mas o mote do artigo é ridicularizar a minha cidade e apequená-la frente à terra de origem da articulista, com o que não posso me solidarizar.

    • Fabrício Finardi says:

      Você está comentando o texto da Roberta Ávila ou o meu?

      • Eduardo says:

        Ambos.

        Pelo que eu entendi, tu partes do argumento de que há muito errado por aqui e que as pessoas não parecem dispostas a enxergar isso (raciocínios corretos, a meu ver) para defender o texto da Roberta e criticar aqueles que a atacaram.

        Concordo com a tua premissa, mas não concordo com a conclusão. Achei o texto dela bonito no que toca à terra natal dela (achei mesmo, não estou sendo irônico), mas gratuitamente ofensivo em relação a Florianópolis. E o fato de existirem problemas mil aqui, na minha opinião, não justifica a ridicularização (e não crítica) que ela fez da nossa terra.

  30. Mil says:

    Sou natural de floripa e sempre vivi aqui, mas é fato, as padarias daqui são ruins, balada é ruim, os mané daqui sempre se achando os detentores do poder de apenas eles usufruírem da ilha. Floripa é uma cidade provinciana sem qualquer tipo de cultura.

    • juliano wagner says:

      É açoriana. Tem cultura sim, mas o que vc está percebendo é o que se chama de açoriana. provinciana até o fim, simples até o fim, rudimentar..até o fim. E péssima escolha de estilo para se acolher turistas e gente de fora com outros critérios. Floripa exige uma mudança de mentalidade. Da qual eu, mané, não conseguiria. Não moro mais em floripa, desde meus 22 anos.
      Mas isso vai mudar. A avalanche de fora vai vencer..e o novo RIO no sul do brasil vai florescer.

  31. Renato Flores says:

    Aos insanos acima, que estão dizendo que tem que ter padaria igual a S.Paulo ( só falta dizer que S.Paulo é melhor que Fpolis ) ou ter civilidade igual a outros estados !! Meus Deus pessoal o que vcs estão fazendo em Floripa ?? Porque não voltam para suas belas cidades ?? sou a favor sim do crescimento, mas crescimento ordenado, nossa ilha esta sofrendo demais pela ganância de forasteiros que querem tornar nossa cidade igual a deles, mas se a deles estivesse em boas condições não estariam aqui…..Ao cidadão acima que falou que sem o turismo ou sem peixe o nativos morreriam de fome, meu amigo quanta besteira vc não conhece a cidade, deve conhecer só a insignificância de sua vida, teve até uma infeliz que diz que teríamos que colocar mais tainha no mar !! Quer dizer agora que o nativo tem que ser Deus para agradar os forasteiros ?? Pela ignorância deste tipo de comentário e pela realidade que presenciamos no dia a dia onde turista não respeitam nada, desde cachorro na praia a achar que devemos viver igual a outras cidades tenho a certeza que tudo deve piorar……….Pessoal não é pensamento barrista ou contra o crescimento, mas se tudo aqui esta ruim por favor voltem para onde saíram e deixe Florianópolis igual a anos atrás onde a maioria da população era de nativo e vivia-mos muito melhor, Quem conheceu o Rio de Janeiro a anos atrás e conhece hoje sabe bem o que este crescimento desordenado pode causar, queriam fazer na cidade as mudanças se baseando nos forasteiros e olhe no que deu, cada dia que passa os turistas estão correndo da ex. cidade maravilhosa, o brasileiro não tem cultura suficiente para viver em amônia com que encontra e quando quer mudar geralmente se perde e muda para pior, conheço alguns paises e estados brasileiros e vejo que aqui a influência de terceiros só fez piorar nossa bela Florianópolis, repito se não esta bom, a porta da frente é a serventia da casa…… ……….

    • juliano wagner says:

      Mas o desejo interior do manézinho, é ser igual ao carioca. E a ganância da qual vc se refere, é justamente de incorporadoras e construtoras daqui. Não é gente de fora não. Gente de fora tá comprando. Mas os mega-prédios de 20 andares, foram produto de lobbistas manezinhos, que impuseram várias mudanças no plano diretor..
      Não adianta colega. Floripa não volta ao que era antes. Mas o que vc falou no final é certíssimo. “””o brasileiro não tem cultura suficiente para viver em amônia com que encontra e quando quer mudar geralmente se perde e muda para pior””””
      Falou e disse!

    • Eduardo says:

      Eu só acho que não seria nada agradável viver em amônia.

  32. juliano wagner says:

    Tbm sou mané, do Carmela Dutra.
    Tenho restaurante. Na serra catarinense e em Curitiba. Jamais abriria em Fpolis. O mané não valoriza bons serviços. Vide o crescimento destas redes de lanches de gordura e porções, cadeiras de plástico, mesas de plástico, uma TV no futebol, um flanelinha na rua só esperando pra te assaltar e por ai vai.
    Mané que é mané, sempre reclama, sempre acha caro, sempre quer dar “conselho”, sempre quer achar defeito. Dificilmente está satisfeito, pois com sua vida, cada vez mais difícil, não está nada contente. E quando se senta em um restaurante que se propõe a servir algo de maior qualidade, não gosta. Diz que não é daqui, que é de fora.. eu conheço bem isso.
    Não abriria em florianópolis.

  33. Cocoroca says:

    Esses manezinhos são atrazados mesmo, sem padaria nos padrões paulistas!!! Socorro!!!
    Deveriam dar mais oportunidades para os paulistas, gaúchos e tudo mais mostrar como melhorar esta cidade. Demorô!
    Tem que ter mais consumo adequado pela ilha, fazer bolinho de siri de verdade, colocar mais tainha no mar… e que sustentavelmente de conta de toda essa gente que quer ter o status de morar na ilha…
    fuii!!

  34. Ester says:

    Quanto bairrismo hein pessoal???
    A cidade e seu povo precisa saber ouvir e digerir críticas – principalmente quando carregadas de verdades.
    Sou manezinha e concordo com todos os pontos e vírgulas do texto.
    Nossa ilha está como está por conta deste tipo de pensamento provinciano: a cidade cresceu, pessoas chegam e saem todos os dias. Acostumem-se e adaptem-se. Não tem como fugir.

    • camila says:

      Parabéns pela sensatez !

    • Jonata says:

      Óbvio que é importante ouvir e digerir críticas. É claro também que o texto faz críticas pertinentes sobre a qualidade de vida dos moradores da ilha e a falta de serviços básicos.
      Não sou contra o desenvolvimentos, tampouco contra a vinda de pessoas de fora.
      Mas é válido questionar também a causa do decréscimo na qualidade de vida do florianopolitano. Muito se deve a exigência de introdução da cultura dos que aqui chegaram. Trânsito louco, trabalho aos domingos, falta de limitação em construções… dentre inúmeros outros traços culturais que não pertenciam aos locais. E o pior, além das exigências citadas, houve também forte manifestação contra a cultura local. Um exemplo disso é a criminalização da farra do boi.
      Ahh… o problema está aí, vamos ficar reclamando da causa e não vamos resolvê-lo? Não é isso. Temos, todos, que procurar resolver os problemas da nossa cidade. Eles existem. Isso é óbvio. Mas temos que pensar se a resolução desses problemas nos moldes sugeridos pelo autor do texto, não serão a causa das nossas futuras reclamações.

    • Eduardo says:

      Existe diferença entre crítica e ridicularização. Sou totalmente a favor da primeira, mas não me peça para bater palmas à segunda.

  35. Moura Jr says:

    Em primeiro lugar florianopolis faz parte do Brasil então nao é só dos pescadores, dos manezinhos. Florianopolis é dos brasileiro, gaúchos , paulistas , cariocas , mineiros etc se nao fosse assim nao se auto sustentaria por uma semana e os ” locais ” morreriam de fome porque nem mais peixe tem. Acho que o futuro dos preguissos, manezinhos ou nao , que nao querem evoluir , será o continente porque ilha hje em dia é espaço nobre e vale muito. É assim em qualquer lugar do mundo.Bem vindos a realidade.

  36. Ricardo B. says:

    Por um equívoco da história, Florianópolis virou capital de Santa Catarina, algo que ela jamais deveria ser. E foi assim que ela se tornou essa cidade esquizofrênica, sem alma, sem personalidade, dominada por uma elite ultra-conservadora, sinônimo de cafonice, carrões, dinheiro no bolso e poder, mas pouca criatividade. A Floripa da natureza, das praias, dos bares e da música é incompatível com a sede do poder que contrasta com a natureza da Ilha. Tirem a capital daqui, e Floripa voltará às suas raízes!

  37. rodrigo saraiva says:

    ninguém criticou o direito de ter um barco, e seu texto já começa errado, bem como o que foi dito pela filha do Dr. jurere.
    o que se criticou foi a discriminação com os menos abastados promovidos por aquela pessoa ridícula.

  38. Janaina says:

    Por favor, não tem como impedir o progresso e suas conseguências chegarem a ilha. Há 20 anos era uma coisa, hoje e amanhã diferentes; Acorda! Quem acha que nada deve mudar e tudo continuar como era!!!!

  39. Jean says:

    Ainda existe vida inteligente no planeta….assino embaixo….

  40. Jonata says:

    O interessante é saber quem é que quer tudo isso que você está pedindo? Quem que começou a exigir tais serviços/bares/padarias/marinas?
    Porque, pelo que me recordo, a 20 anos atrás (tinha eu 12 anos) ninguém se importava com isso. Vivíamos todos tranquilamente com uma padaria por bairro, sem marinas (já que para colocar um bote/balieira não precisamos dela), dois ou três bares eram mais que suficiente e serviam de ponto de encontro para todo o povo da ilha.
    Enfim… vocês que vieram para cá, mudaram tudo, acabaram com a cultura ilhéu, encheram a cidade de carros e agora vem pedir marinas, estradas, viadutos, bares, padarias…
    Dá um tempo né óóóó
    Mofas com a pomba na balaia mo quiridu.

    • Thiago Momm says:

      Quando Sebastião Caboto passou ali pelo Ribeirão da Ilha, no começo do século 16, era melhor ainda. Que mania das pessoas de habitarem os lugares, não?

      • Jonata says:

        Faltou nas aulas de interpretação meu camarada???
        Não disse que as reivindicações não são justas. Tampouco que não devam morar em um lugar que gostaram. Não sou nenhum um pouco xenófobo.
        O que eu quis dizer é mais ou menos parecido com aquela história do pescador e do banqueiro, no qual este último pergunta para o pescador porque ele não investe, trabalha, compra e vende imóveis, abre empresas, já que assim ele teria dinheiro para viver em uma praia pescando tranquilamente. E o pescador responde: eu já tenho isso.
        Não tenho problemas nenhum com pessoas de fora virem morar em Floripa. São todos bem vindos. A questão é: você quer morar em Floripa da forma como ela é ou trazer a cultura da sua cidade e implementar aqui na ilha?

    • leo says:

      a cultura ilhéu não acabou!não tinha força e gente capaz de perpetuá-la!!!enquanto isso eu compro e faço o que eu quero!

    • Fabrício Finardi says:

      Jonata, se você tivesse lido o texto inteiro teria visto que eu nasci aqui, na Carmela Dutra. Eu não “vim”. EU quero tudo isso que citei no texto.

      • Jonata says:

        Fabrício…
        E se você tivesse prestado atenção na minha resposta, verias que a minha preocupação era saber quem eram os outros que estavam corroborando com suas reivindicações.
        E que fique claro que não quis dizer que tais pessoas não têm o direito de reclamar e sim de que questionar se não foram elas que causaram todo esses problemas citados por você. Volto a dizer… na minha infância tinha uma padaria por bairro e nunca vi meus pais reclamarem de ter que deslocar até lá para comprar o pão, ou que não tinha marina para eles colocarem o bote deles na água, tampouco que os carros da frente demoravam para arrancar quando o sinal abria.

  41. Glória B. says:

    uau! parabéns pelo texto, disse o que muitos tem entalado na goela mas como eu não dizem ou preferem discutir com “os de fora” com receio das críticas dos “de dentro”. Sou de Curitiba moro em Floripa a 4 anos e aprendi amar essa bela cidade… mas como toda cidade no mundo, não podemos ignorar o fato de que a cidade tem problemas e precisa melhorar e todos fazemos parte dessa mudança!!!

  42. Cleriton Luis Colpani says:

    Bom dia. Só tenho uma coisa a dizer, parabéns pelo texto, retrata a realidade nua e crua que vicenciamos no dia a dia. Fica aqui tb, os meus aplausos.

  43. Marjôrie C. Silva says:

    Fabrício, você deu voz ao que há muito tempo estava afogado em minha garganta, tentando bradar, clamar, pedir por socorro. Florianópolis merece urgentemente que se faça algo por ela. Sempre me pergunto: “mas sou só eu que vejo isto?”, “não é possível que outros não vejam e sintam a mesma coisa!”. Ainda bem que vozes autorizadas como a sua estão começando a levar a público um sentimento incômodo, de irresignação, revolta sobre a situação da cidade e ao mesmo tempo de paixão pela cidade. Resta, sim, a cada um fazer a sua parte, como também exigir a participação de quem tem o poder/dever de reverter o triste quadro que se desenhou para a amada Florianópolis. Boa sorte e parabéns pela lucidez. Marjôrie C. Silva.

  44. Giovanni says:

    que paulada nos locais, que confundem falta de padarias (e de todo o resto) com cultura manezinha. VENHAM, HAOLES! venham criticar o que tá ruim pra ver se melhora.

  45. Falou tudo e disse tudo. Muito bom o comentário. Tocou na raiz do problema que é o culto pela ineficiência e a coisa mal feita.
    Nós, moradores da ilha, temos a obrigação de mudar este estado de coisas

  46. Sandino says:

    Olha entao porque nao volta para São Paulo, e tu também pode ir junto, alias foi esses m… de paulistas que justamente estão estragando a cidade dos Açorianos, Florianopolis sempre foi bom do jeito que era! Concordo num ponto, a cidade esta precisando de Bares, mas com essa porr…. de Lei contra o cigarro queres o que? cambada de sustentavel, se nao tao contente volta pro lugar de onde veio, essa ilha sao dos pescadores e sua tradição açoriana.

    • Luiza says:

      aposto que é fumante kkkkkkkkk

    • Ester says:

      Credo… Lei contra cigarro??? Colega, isto não é um “ônus” só da sua ilha de tradição açoriana. Olhe para além do seu umbigo.

    • Fabrício Finardi says:

      Eu sou de Florianópolis, Sandino. Voltar pro lugar de onde vim é sentar na porta da Carmela Dutra. Não são só os paulistas que contribuem pra piora da qualidade de vida da cidade, somos todos nós. Jogar a culpa nos outros por serem de outro estado é muito fácil, difícil é admitir que contribuimos pra essa degradação.

  47. cintia says:

    “Se o prazer de ter um barco pode ser cerceado pela opinião pública, porque é que o prazer de sentar no bar e tomar uma cerveja tem toda legitimidade do mundo? Existe um medidor para o prazer sem culpa?”

    Se as marinas forem particulares como um bar, problema nenhum!

  48. RETORNEM PARA SUAS CIDADES NATAL, já que aqui segundo vcs falta tudo!!!
    VÃO EMBÓRA RETORNEM PARA SUAS CIDADES QUE NASCERAM E QUE SÃO PERFEITAS!!!!
    AQUI ESTAVA MUITO BOM ANTES DE VCS CHEGAR!!!

    • Fabrício Finardi says:

      Eu sou de Florianópolis, nascido na Carmela Dutra. Falta muita coisa sim na cidade e admitir isso já é um bom primeiro passo.

  49. Moacir Grande says:

    “brado sem medo” hahaha comer pão virou a nova declaração de independência, quanta pretensão

    o fato é que proporcionalmente existem boas opções de pães e outros variados, e qualquer lugar tem na maioria ruins. que lugar do mundo tem uma boulangerie a cada esquina? em nenhum lugar do mundo. boas opções não são comuns e são caras, porque tem que pagar bons profissionais e bons ingredientes

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