Na rua torta

Publicado em novembro 5th, 2012 | por Roberta Ávila

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FALTAM PADARIAS

Paulistana que sou, sinto falta de poucas coisas de São Paulo.

Faltam as pessoas, claro, mas isso falta em todos os lugares. Quem mora em muitos lugares, quem faz amigos e os deixa, e os vê partir, sabe que sempre vão faltar pessoas. A falta incorporada ninguém nos tira (de quem é esse poema? Parece Drummond), mas falta muito mais que isso em Florianópolis. Faltam padarias.

Não existem padarias no mundo como as de São Paulo. Padarias-pizzarias, com as melhores tortinhas de morango no mundo, daquelas que a mãe leva para casa quando quer agradar e que não existe quem não goste. Sem cuca, e com o melhor pão francês, que é francês, e não de trigo. Padarias onde sempre se vende guarda-chuvinhas e cigarrinhos de chocolate.

Quando eu era pequena em São Paulo (e só fui pequena lá) o programa do sábado era ir até a padaria com o pai. Acordava, ia para a sala e esperava o convite ansiosa. E quando perguntado se eu queria ir até a padaria, agarrava na mão do pai feliz da vida pelos dois quarteirões que separavam minha casa da padaria. Lembro de conjuntinhos de moletom com desenho do Tom e Jerry e da Mônica. Era vestida com eles que eu ia até a padaria. Meu pai, como sempre, nunca sentia frio. Usava uma regata azul com um emblema que eu nunca soube do que era, mas que sempre achei lindo, um shorts cinza, e os óculos que perdeu no mar, naquelas férias em Ilha Comprida.

Morando em Florianópolis, não consigo me conformar com as padarias daqui. Não tem coxinha, não tem guarda-chuva de chocolate, muitas vezes nem pão tem

Passávamos pelo campinho de futebol e um terreno baldio no fim da rua, seguíamos pela calçada e sempre encontrávamos algum vizinho. Meu pai cumprimentava com um “oopa!”, como se entre minha casa e a padaria houvesse uma grande fazenda, todo um interior de Brasil, no meio de São Paulo. Sempre chovia (ou sempre garoa na minha memória), e era ainda mais gostoso. Sempre tinha poças onde eu pisava de levinho com minha bota de chuva vermelha da Moranguinho, e o pai nunca ligava. Era muito mais arteiro quando era pequeno, ele me entendia. E por que mesmo a gente não podia usar bota de chuva todo dia?

Depois de pedir pão e leite, ia para o caixa com o pai e sempre ganhava um guarda-chuvinha de chocolate. Todos tinham o mesmo gosto, mas eu sempre queria o vermelho. Às vezes a gente levava um para casa também, mas fossem um ou dois, até chegar em casa já não tinha guarda-chuvinha nenhum. Mas tinha, de novo, a vontade de ir até a padaria com o pai.

Morando em Florianópolis, não consigo me conformar com as padarias daqui. Não tem coxinha – e como pode existir um padaria onde não tem sempre coxinha?! -, não tem guarda-chuva de chocolate, muitas vezes nem pão tem. Se pedia pão francês, me perguntavam se quero pão de trigo. E todo pão não é de trigo? O pão francês é que é francês. Parei de comer pão, para parar de me decepcionar.

Quando visito São Paulo, meu pai pensa churrascaria, restaurante japonês, italiano, lembra meus gostos e inventa reinventa favoritos. Eu quero ir à padaria. De preferência de mão dada.

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Sobre o Autor

Jornalista. Viciada em seriados e cinema, acredita que a vida está nos detalhes e que Cazuza escreveu Exagerado para ela. Não decidiu ainda se o amor a gente inventa, mas com certeza é uma metamorfose ambulante.



104 Responses to FALTAM PADARIAS

  1. Isabelle says:

    Moro em Florianópolis desde sempre. Nasci aqui, cresci aqui e, aparentemente, vou morrer aqui. E nunca, em toda a minha vida, eu fui em uma padaria em que faltava coxinha, pão, ou a porcaria dos guarda-chuvas de chocolate.

  2. PAULA says:

    “Se pedia pão francês, me perguntavam se quero pão de trigo. E todo pão não é de trigo? O pão francês é que é francês. ” E PÃO FRANCES NÃO É SÓ NA FRANÇA MINHA QUERIDA??????

  3. carlos says:

    Que tal transformarmos um, aparentemente, simples comentário em algo sociológico?
    Vamos lá, galera, precisamos ler e sermos um pouco mais críticos! Ressentimento não é transformador!

  4. carlos says:

    Realmente Florianópolis não precisa de pão….já tem bastante circo!!!!!

  5. carlos says:

    Resumindo: tudo é questão de cultura, acho que fosse indelicada, e depende da padaria que voce foi…imagina um baiano ir pra sao paulo ele vai achar vatapa facil e igual ? um mineiro pedir um pão de queijo….e assim vai, se eu falar São Paulo Cidade Suja e ar Poluído.. …kkkkkkkk…..Florianópolis nao se resume o local onde moras ou soh a ilha……fosse infeliz att

  6. João Pedro says:

    Então, por qual motivo saíram da “cidade de primeiro mundo” pra morar na cidade do interior que não tem nada, até hoje não entendo?
    Tem gente que veio pra Floripa com 5 anos de idade e vive a 30 anos aqui, reclama e diz que “LÁ” é o melhor lugar, sinceramente, essas pessoas são retardadas ou se fazem, só pode ser! Só querem aparecer!

  7. cris says:

    Nega…só para acrescentar, a melhor coxinha da cidade você como na Kibelandia…e é fritinha na hora….a melhor sem nenhuma dúvida…aliás, o melhor chopp da cidade também está lá…..

  8. Mario says:

    Eu conheço uma padaria em floripa que tem autas coxinha!! Mas não vou falar onde é. Texto horrivel so li um pedaço!

  9. Renato says:

    Podemos não ter uma Bella Paulista, mas temos a Padeiro de Sevilha e a Ponto do Pão.
    E é pão de trigo sim, sua istepôra!

  10. Antonio Paris says:

    Reclama de coxinha por que nunca foi no TICEN, poser ¬¬’

  11. Gabriel Felipe says:

    Nossa que povo exagerado. Moro em Floripa e é uma cidade bacana, bonita. Das que já visitei, minha preferida.

    Entretanto comentar agressivamente um texto – muito bem escrito – que possui mais ênfase em memórias de infância do que em comparar cidades, demonstra nada mais do que ignorância.

    Talvez faltem padarias, talvez não faltem…, talvez faltem em alguns lugares.

    Cidades possuem prós e contras e não li ofensas à Florianópolis em linha alguma do texto. Me pareceu apenas uma observação que a faz sentir-se nostálgica sobre a infância, desperta uma saudade.

    Talvez até quisesse mais padarias e fosse este o foco do texto, entretanto ainda assim seria exagerado manda-la embora por pedir por padarias.

    Parabéns pelo texto =)

  12. Andre says:

    Acho engraçado esse bando de mané falando de Florianópolis como se fossem deles. FLORIANÓPOLIS É TERRITÓRIO GAÚCHO. Antes era uma cidade que vivia do funcionalismo público, mas depois os gaúchos vieram para cá (junto com paulistas e paranaenses) e trouxeram desenvolvimento pra essa terra. Vocês podem não gostar, mas catarinenses são, em linhas gerais, a mão de obra do comércio (que antes não existia) e afins. Se liguem: Florianópolis = COLÔNIA GAÚCHA.

    • Andre says:

      E mais: essa jornalista além de linda, não está falando nada além de recordações e lembranças. E de fato, já fui na padaria e NÃO TINHA PÃO (como assim!?). Foge de qualquer lógica, mas é verdade. As padarias deveriam melhorar SIM :)

      Me apaixonei pelo jeito que ela escreve :)

      • Beverlly Hills Catarinense says:

        TCHÊ BARBARIDADÊ, tu deves ser gaúcho, só pode. Já que rio grande do sul é a “terra do progresso”, volta pra lá, aliás, se vocês foram na padaria e não tinha pão, só podem ter ido às nove horas da noite, me poupem

    • carlos says:

      ok Brasil terra de português, acho que se perdesse na história….terra gaucha…kkkkkkkkkkkk

  13. Beverlly Hills Catarinense says:

    Aposto que a história de ter parado de comer “pão francês” foi só uma jogada pro texto ficar mais poético….., tudo a mexma côsa mô quirida

  14. Alcibíades Bresola Neto says:

    Uma vez fui pra São Paulo e fiquei inconformado. Faltam praias! Não existe praias no mundo como as de Florianópolis. E as ostras e os mariscos? Os poucos que tem lá são ruins e caríssimos. Quando estive lá em São Paulo, senti vontade de comer ostras tiradas. De preferência tiradas do mar na hora.
    Lá também não tem temporada da tainha.
    Por isso tudo OPTEI por morar em Florianópolis, em vez de viver num lugar do qual eu ia reclamar.

  15. Alcibíades Bresola Neto says:

    Uma vez fui pra São Paulo e fiquei inconformado. Faltam praias! Não existe praias no mundo como as de Florianópolis. E as ostras e os mariscos? Os poucos que tem lá são ruins e caríssimos. Quando estive lá em São Paulo, senti vontade de comer ostras tiradas. De preferência tiradas do mar na hora.
    Lá também não tem temporada da tainha.
    Por isso tudo OPTEI por morar em Florianópolis, em vez de viver num lugar do qual eu ia reclamar.

  16. Janaina Moreira says:

    Nossa como se doem com qualquer critica pasmem até falar do pão ou da coxinha ofende!! Falam como se a cidade fosse perfeita aliás se fosse tão perfeita assim não receberia criticas não é???

  17. Camila says:

    Querida, eu acho que você está comparando padarias sofisticadas de São Paulo, com o buteco do lado da sua casa que vende pão d’água… Isso mesmo, pão d’água… Já percebesse que cada um tem um jeito de falar? Não só nome de pão, mas tudo. Agora, me dizer que te falta guarda chuva de chocolate? Daquele chocolate mais hidrogenado que existe, aquela gordura pura que tu usa o palitinho para desgrudar o chocolate do céu da boca? Acho que você está confundindo sentir falta de coisas que fazia e gostava na infância, com coisas de comer. Seu texto é muito ambíguo, se você sente falta de tortinhas maravilhosas, como pode sentir falta de guarda chuva ruim de chocolate e dizer que Florianópolis é ruim porque não tem isso?
    Pense melhor antes de escrever um texto/crítica/lembrança ou seja lá o que for.

  18. Luccas dos Anjos says:

    Sinto falta de quando os turistas eram só turistas..

  19. john says:

    ah pelo amor de deus, tanta coisa pra se chamar a atençao aqui em floripa tem gente que vem reclamar que n tem coxinha na padaria?

    Reclama do transito, saneamento, asfalto, roubos entre tantas outras coisas que chamam muito mais a nossa atençao.

    entao vai la pra terra dos gauchos (que sujam nossa cidade) e tenta pedir um pao frances, vao esfregar o cacetinho na sua cara…

    Por isso que o Brasil nao vai pra frente, com tantas pessoas se sujeitando a reclamar de coisas fúteis e esquecendo as coisas principais a serem debatidas..

  20. Viliam says:

    Volta pra lá, maninha. Estão matando dez por dia, quem sabe é um pouco melhor isso.

  21. Anônimo says:

    Vá morar em São Paulo!!!
    (Manezinhos agradecem!)
    Ou abra uma padaria….

  22. Sandro says:

    Volta pra São Paulo, não vamos sentir falta de ti!

  23. Gabriela says:

    Como sempre digo, acho incirivel as pessoas que veem morar em Floripa, e ficam reclamando da cidade, não curte morar aqui, muito fácil, vá embora. Floripa não é capital maravilhosa, mas temos maravilhas por aqui, todo lugar em defeitos, problemas e não se pode agradar a todos. Temos varias padarias maravilhosas aqui, com doces, salgados e pães deliciosos, e como alguém citou há cima, hoje a moda é cupcakes, não guardachuvinhas de chocolate!!!!

  24. Leonardo Leal says:

    Melhor falar pão de trigo do que cassetinho como os gauchos enchem a boca pra falar kkkk

  25. Anonimous says:

    Aos otários que vivem reclamando de Floripa, dizendo que aqui falta isso, não tem isso e que a cidade natal de vcs é melhor que Floripa e blá blá… Voltem pra la pra cidade de vcs, agente não quer vcs aqui e se fosse tão ruim aqui vcs não estariam aqui seus moralistas.

  26. Juliana says:

    Nossa. Padaria é o que não falta, onde tu mora é que deve ter poucas, mas generalizar a capital inteira?? É muita bobagem. Tem padarias ótimas por aqui, aposto que tu não encontrou coxinha em uma padaria, e generalizou a capital inteira… Agora, querer mudar a tradição e a cultura de Floripa pq não estás satisfeita?? Ahahahaha É bobagem ao extremo. Bjos

  27. rodrigo says:

    Nem os paulistas mais aguentam as suas padarias. Leiam esse texto do André Barcinski.

    https://andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2012/10/23/o-paozinho-coitado-virou-coadjuvante/

  28. Cristian Mariano says:

    Ta ruim ???? Voltem pro paraiso do estado de vocês , e deixem a nossa amada ilha pra quem realmente gosta!!!!!

  29. Felipe says:

    Tao fazendo o que aqui intaum ???, podem voltar pra sao paulo se quiserem !! a questao, do ”pao de trigo”, ali que a moça falou, nós chamamos assim aqui ! e não pao frances, vcs q sao migrantes é que tem que se acostumar com o floripa e n a cidade q tem q mudar por causa de vcs !!! sinceramente !! tanta coisa pra publicar e publicam isso, meu deus, q jornalista hein.

  30. Moricel says:

    Que matéria é essa? Que recalque.

  31. Andréa says:

    Eu acho engraçado, ou até trágico! Vocês saem de São Paulo, cidade com ÓTIMAS padarias, mas qualidade de vida ZERO para reclamar das nossas padarias? Fofa, pão e coxinha ENGORDAM (melhor evitar), guarda-chuva de chocolate, quantos anos você tem?
    Toda vez que vai ao RJ come biscoito globo? Vai a minas e reclama que não tem pão de queijo? AH FAÇA-ME O FAVOR!
    #FORAHAOLE
    #ABREUMAPADARIAEMSP

  32. Vi says:

    Acho que o texto ou foi mto mal formulado. Pq impossivel alguem fala tanto mal de Floripa num só texto…aff.

    Como se chama o pão? isso não muda do aqui em Fpolis isso varia de região pra região. Mais, como falaram anteriormente, quem é de fora tem que adaptar a cidade escolhida pra morar…e se nao estiver satisfeita…vai da mesma forma que veio. Pq nao tenho que mudar os lugares q visitamos pois visitamos pra conhecer-los por inteiro e com isto inclui a cultura do local. Imagina então, por exemplo, se eu fosso pro EUA e chegasse la reclamasse q todos falam inglês?

    ahh por favor, me polpe…

  33. Roberto says:

    1. não tem coxinha? ora, procure em outro lugar! mas existem várias padarias sim que trabalham com este produto. Outra: talvez seja uma tendência mais saudável vender empanados assados em forno do que gordurosas coxinhas, não acha? vc é gordinha?

    2. se não existem padarias como as de SP, porquê vc não volta pra lá? #forahaole

    3. guarda-chuva de chocolate de má qualidade? essa empresa já não faliu não? nega, a moda agora é outra: cupcakes, ferrero rocher, etc. Sofistique-se.

    4. tá reclamando da nomenclatura regional e cultural típica de cada região do Brasil? sugiro que vc vá ao RS pedir um cacetinho…

  34. Glória says:

    Ai que delícia de ler o texto, fico lembrando lá trás quando acordava cedo pra ir com meu pai comprar o pão francês, o guarda-chuva de chocolate que como disse… todos tinham o mesmo gosto mas eu sempre queria o rosa ou vermelho rs!
    Sinto falta daquele tempo onde tudo era gostoso e alegre, sinto falta dos tempos de criança.
    abraços e belo texto.

  35. chris says:

    Roberta,

    meu irmão florianopolitano, hoje mora com sua família, em sampa.e podes ou não acreditar, ele chega aqui em vem doido para comer o pão da nossa ilha, ops, ..
    As padarias de São Paulo realmente são espetaculares, agora me dizer que as daqui sao esse desastre todo??? Taxx doida rapariga ? rssss
    Café François (na SC 401): fabulosa
    Padeiro de Sevilha (Esteves Junior – Centro): supimpa, divida..
    ..Vá nessas e volte para postar comentários, mas vá mesmo.aguardamos seu retorno.
    kisses

  36. Cris says:

    É verdade querida…..padaria como as de São Paulo não existem por aqui….as padarias daqui são mixurucas mesmo e não são 24 horas como as de lá……. Quem sabe, voce que é de lá, não consegue que instalem aqui uma “Bela Paulista”, meu Deussss…aquilo que é padaria hem?? voce come de tudo lá, até um “pão de trigo” com linguiça no balcão….. que padaria a Bela Paulista…..dá vontade de ir pra lá todo final de semana só pra curtir as padarias….

  37. Aliatir Filho says:

    Bom dia Roberta, gostaria de te parabenizar pelo texto que nos remete às boas lembranças de infância (que no meu caso não foi há tanto tempo, mas que dá saudades). Como bom manezinho que sou e orgulhoso da minha terra também sinto aquele nózinho no estômago quando “criticam” nossa cidade (que está longe de ser perfeita), obviamente entendi que o teu texto não tem esse objetivo, e está longe disso com a delicadeza que colocaste nas palavras.

    Mas agora “defendendo” nossas padarias (hahaha) gostaria de te indicar lugares maravilhosos, alguns deles não deixam a desejar nem mesmo às boulangeries de Paris ou aos maravilhosos pães italianos… Café François (na SC 401); La Pada (Bocaíuva – Centro); Confeitaria Krauss (Av Engenheiro Max de Souza – Coqueiros); Lombardo Pão Italiano (Frei Caneca – Agronômica); Familia Lorenzi (Rui Barbosa – Agronômica); Padeiro de Sevilha (Esteves Junior – Centro) ; Ponto do Pão (Osmar Cunha – Centro); dentre outros (se quiser posso mandar pro teu email infinitas possibilidades de bons momentos nas padarias de Florianópolis).

    Além das coxinhas, encontrarás em muitas delas deliciosas tortinhas de morango, tartelettes de mirtilo, sonhos, legítimos pães franceses… acho que só não encontrarás tuas belas lembranças de ir à padaria de mão dada, com o moleton do Tom e Jerry!

    Boa sorte e bons passeios para descobrir a minha e agora tua também Ilha da Magia.

  38. Roberta Ávila says:

    Somos muitos os que sentem falta das padarias… rs

    André, obrigada pelas indicações, vou testá-las!

    Manezinho da Ilha, brigada pelo elogio. Quem sabe tem outros passeios para fazer perto da sua casa que vão ficar na memória do seu filho =)

    Rosana, vamos testar as dicas do André ali de baixo? rs Abs,

  39. Rosana says:

    Olá Roberta!

    Oba! Alguém que sente a mesma falta que eu sinto….de padaria.
    Sou do interior do estado e adoro Florianópolis, porém em se tratando de padaria, são poucas opções…eu sinto muita falta….na maioria dos locais os bolos são pesados, a massa batumada (ou seria abatumada)?, as “bananinhas” que alguém citou por aqui, geralmente é muito pesada, a massa que fica próxima a banana está sempre crua, as chamadas orelhas de gato, então, simplesmente horrorosas! E prá mim a pior: porque aqui se coloca massa de tomate na carme do recheio de pastel? o recheio fica molhado, horrível…..nunca vi isso antes!

    Um abraço.

    • Roberto says:

      oras, quer melhor faz em casa!

      ou pq larga seu emprego e abre uma padaria, acordando todo dia 4 da manhã?

      e gosto é gosto, cada um tem o seu, tem gente que prefere carne moída mais molhadinha oras.

  40. Manezinho da Ilha says:

    Parabéns pelo seu texto. Emocionante.
    Quem é de família boa, com laços afetivos e criação junto dos pais, que viveram os momentos dos filhos na infância, compreendem certamente a sua mensagem.
    Você tem toda razão ao reclamar das padarias. Tenho 34 anos e minha frustração é: viajar por aí e comer tantas delícias nas padarias e, no retorno a Florianópolis, fico apenas na vontade, pois pães gostosos e demais delícias, aqui não temos. É cascão em todo lugar. E para suprir, temos que andar quilômetros para encontrar coisas não tão boas. Não tem padaria perto de minha residência para levar meu filho “a pé”.

    E pro Rica floripa ali, sai fora seu pé no saco. Vaza abobado. Querendo tirar onda de surfista ainda o Zé Mané com as gírias. É de chorar.

    • Roberto says:

      tudo bem ela gostar de padarias com mais opções, para isto exitem a LOMBARDO, nível mundial italiana, pães top e a PADEIRO DE SEVILHA, eleita uma das 30 melhores do país… independente de ter coxinha ou não.

      O problema é ela querer mudar a cultura daqui e ainda reclamar disto. Porra vai trabalhar né… ficar de mimimi da internet não dá. mimimi a cidade onde eu moro agora não tem isso, aquilo, não é do jeito que eu gosto…buá, vou chorar.

  41. André says:

    Roberta, recomendo a padaria Familia Lorenzi na agronômica (perto do sacolão), tem Pão frances de verdade e coxinha no balcão.
    Além da Padeiro de Sevilha no centro ou Ponto do Pão.
    Essas não tem Pão Frances, só pão de trigo.
    no Padeiro o Cookie de chocolate é uma delicia…
    e no Ponto do Pão tem varias coisas boas.
    Tá longe de ser uma Padaria de São Paulo, mas certamente são boas pedidas.

  42. Roberta Ávila says:

    Maria Rosa, a questão são os sabores da memória, esses não mudam nunca… =)

    Anderson, é tão bom ser entendida. São essas coisas que nos movem, mesmo. Obrigada!

  43. Anderson says:

    Gostei do texto. Fez uma recordação de infância, que a segue até hoje. São essas pequenas coisas que nos sustentam, que nos movem.
    Para alguns, até um comentário tem gosto amargo, disparam flechas ao léu, não apreciam o que pouco lhes apraz.

  44. maria rosa says:

    Diferenças à parte. Se fores a Roma, não queiras mudar os romanos.
    O melhor de morar em lugares diferentes é justamente apreciar o que tem de diferente.
    Que tal susbstituir as coxinhas, pelas bananinhas, deliciosas , que encontramos em
    várias padarias da cidade.

    • duda says:

      ia escrever exatamente isso.

    • rodrigo says:

      perfeito Maria Rosa.

      Roberta, dizer que parou de comer pão só pq não chamamos como na tua terra é pedir para receber comentários desaforados mesmo, não culpo qem te mandou de volta pra casa.
      Eu ao contrário, gostaria de te mandar passar uma temporada na terra dos teus patrões e queria ver se a RBS ia publicar o mesmo texto com criticas ao cacetinho.

      dizem q perto do aeroporto, lá no carianos, não tem? tem uma ótima padaria, se não tiver quarda-chuva aproveita q tá por lá e compra uma pasagem.

      • Roberta Ávila says:

        Rodrigo, a Naipe tem parceria com o clic, os textos daqui são chamados lá, mas a revista não tem nada a ver com e RBS eu sou uma pessoa, além de ser jornalista.

        Aqui na Naipe me dou o direito de tirar uma licença poética da objetividade nossa de cada dia e de exagerar, de sentir saudade, e de dizer que nem tudo em Floripa é bom. Não é porque escolhi morar em Floripa que acho que tudo aqui é o melhor do mundo.

        Será que na sua lembrança não tem nada que era muito bom e que não tem igual hoje, seja nessa cidade ou em outra?

        • Roberto says:

          neste caso então, vc deveria reformular o seu texto, falando e focando mais em seus pensamentos nostálgicos e sensações das comidas de antigamente de sua infância, MAS SEM OS ATAQUES À CIDADE QUE VC MORA AGORA. Seja grata por morar aqui e evite estes comentários que somos obrigados a escrever.

    • Denise says:

      Maria Rosa, concordo com você.

      Eu sou daqui e gosto do pão de trigo mais do que do pão francês, cada um tem seu gosto (adoro passar margarina e sentir o crocante, às vezes tá tão crocante que machuca o céu da boca hahah, mas não é com todos os pães, aqui a gente não descarta o pão só porque ele não saiu perfeito), e eu falo risoles sim #falamosassimepronto e daí? rsrs

      Tem muitas padarias boas e me desculpe se não está a altura dos paulistas (nada contra!), acho que podemos pedir pra mudá-las (not!) que você acha? brinks!

      Abraços!

    • Roberto says:

      perfeito sua comparação com Roma!

      este é o tipo de gente que pressionou para proibir a farra do boi no estado, que é cultura!!! em nenhum país do mundo se proíbe manifestação cultural!! Na espanha a tradição toureira sobrevive.

    • Vi says:

      Otima colocação a sua….apoiadissima…

      a palavra chave qndo se muda pra outras cidade é: adaptação ja dizia Darwin.

  45. Roberta Ávila says:

    Gabriela, acabei descobrindo que tem muita gente que se sente assim, foram muitas demonstrações de apoio! rs

    Fabrício, não tem abrigo, verdade. Mas sabe que eu nunca falei abrigo? rs

    Caio, a coxinha é uma perda irreparável… rs Isso das pessoas falarem risoles, quando pedem um só, me dá uma agonia que só se compara ao som da broca de dentista. =P

    Rica Floripa, esse é um texto sobre memória afetiva, saudade. Mesmo começando com “Paulistana que sou, sinto falta de poucas coisas de São Paulo.”, deixando claro meu amor por Floripa, esperava mesmo que alguém se revoltasse, xingasse e essa coisa toda. É que o texto é também sobre delicadezas perdidas. Sobre a falta de compreensão com os sentimentos alheios. E esse teu comentário reforça o fato de que essas coisas estão se perdendo.

    Agora, não tinha ideia de que as padarias fazem isso de propósito para expulsar os haoles! Agora tudo faz sentido… rs

    • Roberto says:

      como se as padarias tivessem obrigação de agradar os migrantes de outros estados…tsc, tsc.

      O objetivo primário de qualquer padaria é dar lucro! Mesmo que seja com um pão ruim e malfeito. Esta é a lógica do capitalismo guria.

  46. Marcelo says:

    Vamos juntos???
    Quem sabe, te levo em uma que tenha coxinha… podemos até entrar de mãos dadas…

    • Roberta Ávila says:

      Marcelo, acho que essa é a melhor cantada que já me passaram, parabéns. Se estivesse avulsa topava… =P

  47. Rica Floripa says:

    Não gosta então vaza daqui… Isso é feito de propósito para quem não gostar ir embora mesmo. Se em São Paulo é tão bom quanto fala, então volta pra lá!!! Pra vocês pode ser melhor do jeito que estão falando mas pra mim como está está muito bom, chamamos de pão de trigo e pronto, se mudarem isso estão mudando o jeito Floripa de ser! FORA HAOLE!

  48. Caio Bustani says:

    Concordo em gênero, número e grau com a parte da coxinha…quiçá cê acha um risole (que em Floripa é vendido sempre no plural, ainda que seja só um!).

  49. fabrício finardi says:

    não tem abrigo em florianópolis.

  50. Gabriela Damaceno says:

    Ótimo texto! Eu sempre senti isso e não sabia que outras sentiam a mesma frustração que eu!

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