Na rua Foto: Guto Fonseca

Publicado em fevereiro 23rd, 2014 | por Revista Naipe

0

SUPERTRUNFOS DO SUL

Floripa não seria a mesma coisa sem o Sul.

Menos caótica, a região é generosa: você pode passar a tarde admirando a variedade da espécie no Riozinho, ensimesmado em praias sem eletricidade ou explorando recantos paradisíacos como Lagoinha do Leste (p. 99) e Ilha do Campeche (p.98). Sem tanta estrutura de bares (há poucos), baladas (não há) e restaurantes (poucos e sensacionais), a grande atração da área é a paisagem. Invista nela.

Riozinho do Campeche
Você foi até Jurerê, achou legal o movimento mas queria algo com menos bolsas de grife e mais tatuagens? Veio ao lugar certo. Em frente à Ilha do Campeche, é um dos espaços mais badalados de Floripa. Os frequentadores sobrevivem à base do açaí vendido na praia. Se você não anda muito saudável, vá sem timidez nas cervejas, caipirinhas e petiscos. No mês de janeiro ,costumam acontecer shows no local. Já vieram Ben Harper, Mundo Livre S/A, entre outros. Fique de olho.

Saquinho
Parte do time das “sem eletricidade”, é acessível apenas por trilha em uma excelente relação esforço/recompensa. Um quilômetro percorrido em meia hora (boa parte na sombra) leva a uma praia especial, com pequena faixa de areia circundada por pedras e costões. Na comunidade de seis casas, afeiçoe-se ao Bar do Quirinu. Lá, a cerveja refrigerada a gás e o peixe frito lembram que as melhores coisas não precisam de luxo.

Matadeiro
Para chegar, é preciso ir até a Armação, cruzar uma pontezinha a pé e caminhar cinco minutos por uma trilha calçada. Na praia, existem três restaurantes abastecidos por carrinho de mão – única opção para levar mantimentos e bebidas até lá. O primeiro, do Alécio, é… o primeiro. Demanda menos passadas. O segundo, Borinelli, tem confortáveis espreguiçadeiras. O terceiro, do Chico, oferece wi-fi. Faça sua escolha e reflita sobre o tipo de turista que você é enquanto belisca o camarãozinho disponível em todos.

Ribeirão da Ilha
Que lugar. O sotaque mané encontra o ápice da ligeireza e, o ritmo de vida, da vagareza. Nesse bairro conhecido pelos bons restaurantes (ver p. 104), as ostras custam R$ 6 a dúzia e o casario colorido é charmoso. Viradas para a baía, as praias de areias grossas são mais para ver do que usufruir. Mesmo assim, o todo do cenário garantirá sentimentos nostálgicos quando suas férias tiverem acabado.

  • Este conteúdo é do Guia Naipe Verão 2014, que pode ser lido na íntegra aqui.

[Foto: Guto Fonseca]

Tags: , , , ,


Sobre o Autor



Os comentários foram encerrados.

Subir ↑