No Mundo atélogo_camille

Publicado em julho 10th, 2013 | por Camille Bousez

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ATÉ LOGO,

“Na Ilha com Camille” é uma série de posts que mostra expectativas e realidades de uma belga que faz estágio na Naipe e aprende português em Florianópolis. Leia os textos anteriores aqui

Na Bélgica, como eu expliquei no primeiro artigo, nos últimos tempos é muito difícil encontrar um trabalho quando você é só formado e não tem experiência.

Há pouco tempo, uma empresa me perguntou se eu queria trabalhar com eles (fiz as entrevistas antes de vir para cá). Não pude recusar, mesmo que partir daqui quebre o meu coração em mil pedaços. Então, voltei à Bélgica antes do planejado.

E como foi trabalhar na Naipe?

Haha! Que pergunta estúpida! Foi MUITO BOM! Eu insisto sobre as maiúsculas, elas são necessárias. Vocês sabem que o Brasil é minha primeira viagem (no sentido de viver fora) e é principalmente uma das melhores experiências de minha vida. Eu adorei. A Naipe é uma das coisas que fiz que foram tão boas.

No meus país, a maioria das pessoas estão preocupadas com os resultados, não gostam de seu trabalho ou têm medo de perder ele. Não digo que aqui no Brasil tudo é rosa e que estas realidades não existem, mas do que eu pude escutar, é muito diferente. Na Naipe, é ainda mais.

(Atenção, o texto seguinte compreende grandes revelações)

Primeiro, a Naipe é um local de trabalho genial: uma casa, uma grande sala onde todo mundo trabalha junto, uma piscina (haha vocês estão ciumentos, he! Não fiquem, ninguém usa), objetos de design por toda parte, samambaias com nome e muito verde (sou super fã do verde). À parte do Google, não acho que há lugar melhor.

Além disso, as pessoas são cool, criativas, simpáticas, com espíritos abertos, sempre aqui para ajudar, para explicar uma palavra em português, me fazer descobrir os restaurantes interessantes, fazer festa, etc.

Os horários são perfeitos: não há! Eles trabalham com resultados. Quando seu trabalho está feito, você pode ir embora. Isso inclui às vezes compridos dias, não pensem que eles estão aqui somente de 12h até 16h30.

Bem, no meu nível, eu aprendi muito: escrever em português me permitiu melhorar com certeza, mesmo que para falar ainda seja difícil (mas agora quando eu peço um suco de maracujá, eu recebo exatamente isso). Aprendi a maneira de trabalhar, mas principalmente eu aprendi sobre o Brasil, os brasileiros e sua maneira de viver com ajuda das conversas que nós tivemos.

Só posso agradecê-los.

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