No Mundo vaso

Publicado em maio 23rd, 2013 | por Camille Bousez

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BÉLGICA vs BRASIL

“Na Ilha com Camille” é uma série de posts que mostra expectativas e realidades de uma belga que faz estágio na Naipe e aprende português em Florianópolis. Leia os textos anteriores aqui

1) A importância do físico e do esporte. Aqui, as pessoas estão muito menos vestidas que na Bélgica, porque aqui é menos frio, então os corpos aparecem mais. No meus país frio, a gente pode se esconder atrás das roupas e consequentemente escapar ao ritual duro/difícil/maçante do esporte (é um pouco como muitas pessoas imaginam o esporte na Bélgica). Aqui, é menos fácil de se esconder, salvo se você tem vontade de morrer de calor. Não sei se é por causa disso ou só porque os brasileiros fazem atenção a sua saúde, mas aqui todo mundo faz esporte! Há sempre alguém nas academias e eu cruzo com muitas pessoas quando corro (na Bélgica, jamais ninguém). No meu país, o esporte é mais uma obrigação que um prazer.

2) O banheiro. A gente joga o papel higiênico NO vaso sanitário. Você pode rir, mas é um reflexo muito difícil a perder. A quantidade de vezes que as pessoas da escola devem ter nos destetado porque a gente entupiu o banheiro… A quantidade de vezes que devo recuperar o papel com o limpador para não obstruir MEU banheiro da pousada. A pessoa que eu me compadeço mais é quem lava os banheiros das festas. Quando eu vejo todo papel que transborda da lata de lixo e que cai no chão…Berk! Vocês têm assentos muito especiais também: eles são moles e a gente afunda neles. É confortável, mas realmente estranho. Deve reter todas bactérias esses troços, não?!

3) Em Floripa (as pessoas me dizem que não é em todo Brasil), as pessoas fazem filas, principalmente para pegar o ônibus, e cada um espera a vez. Se você ousa passar, as pessoas fazem comentários. Eu já passei por isso uma vez… Não quis furar (naturalmente!), só ir junto de meus amigos e uma mulher gritou para mim. OK… Entendi! Na Bélgica, para pegar o ônibus ou o trem, a gente espera como um pequeno rebanho e quando as portas abrem todo mundo corre para conseguir um lugar sentado,  e dispostos a empurrar a mulher com suas sacolinhas ou destruir os pés do vizinho para passar mais rápido. É bem melhor aqui! Lá, no ônibus, só há o motorista. Ele administra o caixa e dirige ao mesmo tempo. Não há catraca para controlar quem pagou. Nós passamos e mostramos nosso cartão ou pagamos ao motorista, e é tudo. O ônibus é muito mais caro na Bélgica: o preço aumenta com a quantidade dos quilômetros: de 1,9 euros até 5 euros (de R$ 5 até R$ 13).

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One Response to BÉLGICA vs BRASIL

  1. Juan Roque says:

    Ou seja, a Bélgica é uma bosta!

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