No Mundo pacha1

Publicado em maio 17th, 2013 | por Camille Bousez

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CAMILLE NA BALADA

“Na Ilha com Camille” é uma série de posts que mostra expectativas e realidades de uma belga que faz estágio na Naipe e aprende português em Florianópolis. Leia os textos anteriores aqui

O Pacha é um pouco o clube da referência, ao nível internacional… Então quando alguém nos convidou para uma noite ali (na área VIP, por favor!), é claro que estivemos animados.

Antes de tudo, é preciso dizer que na Bélgica eu quase não vou a clubes (entre 1 e 3 vezes cada ano). Eu sou mais uma partidária das festas de interior (na Bélgica, muita gente mora no interior e trabalha na cidade), onde com 15 euros (mais o menos R$ 35) a gente é o rei do petróleo, sem precisar estar especialmente bem vestido (isso não quer dizer que eu saio com minhas galochas e meu impermeável), e onde todo mundo vai se divertir com música comercial. Então, o Pacha foi bastante novo.

Começamos pelo começo: precisamos de 2 horas do ônibus (sempre ele…) e 30 minutos de caminhada para chegar ao clube. Vocês viram cretinos caminhando ao lado da pista no escuro?! Fomos nós! Pelo menos eu não tive salto agulha! Chegados lá, um dos caras se deu conta que esqueceu sua carteira da identidade (porra!), mas felizmente o organizador que nos convidou arranjou a bagunça. Nós nem acreditamos quando podemos ver uma pouquinha parte da pista.

Primeiras impressões? Bastante divididas: sim, o lugar é grande, é estiloso, mas eu esperei… mais! Mais bonito, mais luxuoso, mais sensacional. Fomos até o bar e lá fui positivamente surpresada: possibilidade de beber cervejas de R$ 7 (na Bélgica, nos clubes uma cerveja pequena custa 7 euros)! Perfeito! Eu tomei mojitos (merecidos!) e meus amigos tomaram cervejas.

Na Bélgica, quando saímos com nossos amigos, queremos também conhecer outras pessoas. Aqui, é como fazer uma festa na casa com seus amigos

Como eu disse, quanto à música eu sou mais Pitbull (sim, assumo) que DJ de coisas eletro. Mesmo assim eu gostei, ainda que às vezes me pareceu longo. Por volta de 5 horas da manhã, enfim um pouco de música com letras (alegria!), e neste momento: surpresa! Tudo monde pareceu super feliz, como se toda gente esperasse isso.

A atmosfera… bem, foi bom ter ido até a pista, porque no backstage tudo monde fica em seu canto, sem dançar muito, como se esperassem algo acontecer. Quando meus amigos tentavam dançar com as mulheres, muitas olhavam com desprezo. Vocês podem me dizer: “normal quando a gente está na área VIP”, mas isso me pareceu bizarro. Na Bélgica, quando saímos com nossos amigos, queremos também conhecer outras pessoas. Aqui, é como fazer uma festa na casa com seus amigos.

Partimos às 5h30, mais o menos. A volta foi tão louca que a ida. Chegamos à pousada em 20 minutos com a ajuda dos taxis mais rápidos do mundo (e os mais caros – temos que fazer alguns progressos nas negociações!).

Finalmente, eu guardo uma boa lembrança desta noite, mas com certeza se a gente tivesse que pagar, nós jamais iríamos. Eu não pagaria tanto dinheiro apenas para uma festa. Mesmo assim, esta festa nos permitiu aprender uma nova palavra no português: perigueche (não sei como escreve).

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