No Mundo playlist2

Publicado em maio 29th, 2013 | por Camille Bousez

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DE BUARQUE A TELÓ

“Na Ilha com Camille” é uma série de posts que mostra expectativas e realidades de uma belga que faz estágio na Naipe e aprende português em Florianópolis. Leia os textos anteriores aqui

Preparamos dez playlists com clássicos nacionais bons e ruins para Camille ouvir e avaliar. Leia as observações da belga enquanto escuta: Na Ilha com Camille – Playlist 2

Chico Buarque – Roda Viva: Gosto bastante, é leve e tem bom ritmo. As vozes são agradáveis e os instrumentos são relaxantes. Dá vontade de dançar, mas suavemente. Eu devo mesmo assim dizer que achei o fim me desapontou um pouco. (7,5/10)

Pepê e Neném – Nada me faz esquecer: Bonita retomada de Cat Stevens (Wild world), eu gosto das vozes, mas o texto é muito menos bom. Me diverti escutando. (6,5/10)

Martinho da Vila – Disritmia: Uma simpática e agradável música… Eu gosto deste tipo de ritmo. Desculpas de me repetir, mas esta utilização do mesmo texto várias vezes é muito muito inconveniente. Na canção francesa, repetimos só o refrão, jamais as vinhetas. Aqui a como se houvesse só um refrão para toda a música. (7/10)

Os Mutantes – Top Top: Biiiim! Seriamente, isso faz mal às orelhas, não?! A gente pode usar esta música como toque de despertador para ter certeza de estar bem acordado! Espero que não precise escutar isso jamais. (3/10)

Beto Barbosa – Adocica: Me faz pensar a Carlos (Paz a sua alma!), um cantor famoso por sua alegria e suas canções vivas, mas infelizmente não por seus textos. É o tipo de música que o DJ vai colocar depois da “dança dos patos” (o título diz tudo não?!) numa festa de povoado. (5/10)

John Bala Jones – Ei moleque: Eu tinha um pouco de medo ouvindo o começo (já pronta para quebrar tudo, hehe) mas depois ela me surpreendeu positivamente! Ela é muito boa, gosto bastante! (7,5/10)

Adriana Calcanhotto – Devolva-me: Exatamente o que preciso neste momento, de lacrimoso, de nostálgico, uma voz bonita e um pouco da guitarra. Perfeito. (8/10)

Ponto de equilíbrio – Árvore do Reggae: Eu gostarei sempre de reggae, é um estilo tão tranquilo, cool, etc. Eu não escuto muito porque não toca tanto na rádio belga, mas é sempre um prazer. Não sou especialista mas ela me parece boa. (7,5/10)

Tim Maia – Do Leme ao Pontal: Ruim, não?! Eu não gosto nem do estilo, nem da música e o texto então nem falamos.  (4/10)

Belchior – Apenas um rapaz: Isso soa a canção dos anos 70-80. Imagino que deve ser um sucesso… Agora parece um pouco velho, mas bom. Eu não escuto esse estilo, prefiro novidade. (6/10)

Latino – Festa no apê: Serialmente?! Muito maaaal! A versão original já era irritante depois de ouvir ela três vezes. Aqui é uma versão de supermercado. (4/10)

Originais do Samba – Cadê Tereza: Demais repetitivo para mim. Eu creio que a gente ouve não menos que 50 vezes Cadê Tereza, lá lá lá lá lá lá lá lá na canção inteira. (5/10)

Michel Teló – Ai se eu te pego: Nada que fazer, eu adoro. Aie aie aie, estou perdida, haha! Foi um gigante sucesso na Bélgica, o hit de verão. Me dá o sorrir e a vontade de dançar. Me fez pensar a meus amigos e às festas da Bélgica. (7,5/10).

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2 Responses to DE BUARQUE A TELÓ

  1. ricardo bevilacqua says:

    Gostar de Michel Teló? Deus me livre de tal idiotice!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. julio dos santos says:

    Todos podem ver agora que os europeus não são em tudo superiores aos latino-americanos… Gostar de Michel Teló é admitir a própria estupidez; é não ter sensibilidade estética ou política nenhuma; é ajoelhar-se aos enlatados fúteis que o mercado disponibiliza todos os dias… Queres ser mais brasileira? Há que sofrer bastante e saber cantar fazer música da tristeza..

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