No Mundo tape

Publicado em junho 14th, 2013 | por Camille Bousez

0

DE PAGODINHO A BETHÂNIA

“Na Ilha com Camille” é uma série de posts que mostra expectativas e realidades de uma belga que faz estágio na Naipe e aprende português em Florianópolis. Leia os textos anteriores aqui

Preparamos dez playlists com clássicos nacionais bons e ruins para Camille ouvir e avaliar. Leia as observações da belga enquanto escuta: Na Ilha com Camille – Playlist 4

Maria Bethânia – Fera ferida: A cantora tem uma voz muito agradável que vai bem com o estilo da canção. Sem entender a letra (não entendo ainda tudo, só algumas palavras e frases), soube que é uma música de amor um pouco triste. Vi que ela fez muitos álbuns, canta há muitos anos e é a primeira no estilo “MPB”. Posso entender isso sem problema porque eu gosto muito. Eu queria assistir  um concerto dela. (8,5/10)

Falamansa – Xote da alegria: Uma simpática “ballade” que dá o sorrir para bem começar o dia. Eu escuto esta música há três dias sem parar (eu tenho as listas desde a semana passada e eu gosto de ter uma pequena vantagem). Meus amigos gostam muito também, é totalmente nosso estilo. É leve e agradável, só posso aprovar. (8,5/10)

Lenine – Jack soul brasileiro: Não consegui entender todas as letras (nem com meu amigo “Google tradutor”), mas eu aprecio o estilo um pouco mais rock que as outras canções da lista.  Só a pequena melodia do meio, não entendi porque ela foi lá(7,5/10)

Zeca Pagodinho – Deixa a vida me levar: Com os primeiros acordes, imagino que eu estou sobre um barco, recostada no sol bebendo um coquetel, faz pensar às ferias. É uma canção religiosa? Ele fala muito de Deus. As percussões fazem a música bem animada. (7,5/10)

Simonal – Nem vem que não tem: Esta música me faz rir… As letras parecem cômicas. Eu gostei do ritmo, é um pouco como uma canção para as crianças. (7/10)

Reginaldo Rossi – Garçom: Triste, né?! É bonito, mas tão deprimente. (7/10) 

Racionais MC’s – Negro drama: A categoria onde fica o grupo no website Vagalume se chama “Black Music”, é engraçado! Ná Bélgica, só se chama “rap”, não fazemos a diferença entre black ou não. Eu gosto do rap francês mas no português é muito difícil de entender, uma pena porque o texto é muito importante no rap. Não sei se aqui é um bom texto. (6,5/10)

Gusttavo Lima – Gatinha Assanhada: Assumo, persisto e assino: eu adoro! Estou certa de que se tivéssemos mais canções como essa no meu país, as pessoas seriam menos tensas, de melhor humor e mais sorridentes. Eu não tento traduzir a letra…Não deve ser interessante. (8,5/10)

Tom Zé – Tô: Um texto interessante! Temos uma canção em francês que conta a mesma coisa mas num estilo mais rock (linka: https://www.youtube.com/watch?v=5KmBe0Ux6G4).  Sobre a música, eu gosto da instrumentação com as percussões. (7,5/10)

Caju e Castanha – O pobre e o rico: Para mim é ruim, tenho que parar a música antes do fim. Temos uma canção que se chama “la chanson pour emmerder les gens” (a canção para irritar as pessoas) que se repete sem parada até alguém se agita. Aqui é o mesmo. (5/10)

É O Tchan – Segura o Tchan: Os ritmos me parecem muito bons para dançar (presumo que vocês entendem que eu gosto muito de dançar), a voz e a energia que o cantor dá são agradáveis. (6,5/10)

Fábio Jr. – Só você.: Uma música das “boybands” dos anos 1990. Imagino o clipe com muitas estrelas e pequenos corações. (5/10)

Ney Matogrosso – O Vira: Atenção, overdose da energia à vista. Não parece muito inteligente…  (5/10)

Tags: ,


Sobre o Autor



Os comentários foram encerrados.

Subir ↑