No Mundo somosbananas

Publicado em dezembro 7th, 2011 | por Revista Naipe

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NÓS SOMOS BANANAS. E NÃO SOMOS

[Por Thiago Momm, com colaboração de Jerônimo Rubim e Iana Lua. Ilustrações: Lobotomáticos]

Com um tablet usamos dez ferramentas ao mesmo tempo. Com um mundo cheio de problemas não sabemos o que fazer, porque não há aplicativo para isso. Inteligentes mas aparentemente desinteressados, somos a nova geração perdida – ou apenas a nova geração incompreendida.

[Leia, mais abaixo, o contraponto Nós não somos bananas.]

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NÓS SOMOS BANANAS

No palco, uma multidão distraída, mimada, petulante, ingrata, estranha, superficial abre rachaduras nos alicerces de uma casa.

A peça: Geração Y, aquela das pessoas nascidas entre 1978 e 1990. A casa: o mundo deixado pelas gerações anteriores.

Os alicerces racham e enquanto isso a multidão se cutuca e curte comentários sobre amigdalites, luas cheias, auto-ajudas, frases atribuídas aos autores errados. As tolices de sempre agora amplificadas, em níveis provavelmente inéditos.

“Sem nunca terem reconhecido sua responsabilidade em relação ao passado, eles abriram uma rachadura em nossos alicerces sociais”, protesta Mark Bauerlein, no canto do palco, apontando para a multidão. “Nenhum grupo na história da humanidade abriu tamanha fissura entre suas condições materiais e seus feitos intelectuais. Nenhum grupo desfrutou de tantos avanços tecnológicos e produziu tão pouco progresso mental.”

Por quê? Porque as fontes do conhecimento estão por tudo, mas a Geração Y está acampada no deserto, trocando músicas, fotos e informações apenas entre si, falando de si mesma e recusando “a herança cívica e cultural que nos fez como somos hoje”. Bauerlein, professor americano, em 2008 publicou The dumbest generation, ainda sem edição brasileira (veja dicas de livro ao final do texto).

Aplicativo

Falar de “geração” é sempre simplificar. Havia grupos de amigos que passavam seus dias em 1968 interessados apenas em futebol. Há grupos de amigos que passam seus dias em 2011 reunidos em ONGs ou em coletivos culturais.

Mas não é porque as gerações têm muitas fatias (inclusive variáveis entre países e cidades) que é inválido falar nelas. Se a de 1945 tinha inclinação ao conservadorismo e a dos anos 1960 às reivindicações sociais, nós, da Y, tendemos à bananice. Mesmo que sejamos, em geral, mais educados, preparados e prósperos que nossos pais.

Nos dão um tablet e usamos dez ferramentas simultaneamente. Nos dão um mundo cheio de problemas e nem tentamos resolvê-los – porque não há um aplicativo para isso.

“A última vez que um grupo de jovens expressou comparável desânimo pelo vazio de suas vidas e da frustrante falta de sentido do mundo foi nos anos 1920: não por acaso os historiadores falam de [outra] ‘geração perdida’”, escreveu o renomado historiador inglês Tony Judt no último livro que publicou, O mal ronda a terra, antes de morrer precocemente, aos 62.

E há muitos problemas para serem resolvidos. Não só criminalidade, população carcerária, desemprego, corrupção, obesidade, subnutrição, gravidez na adolescência, drogas, insegurança econômica, endividamento.

As questões vão além. Perder o senso coletivo só parece aumentar a nossa insatisfação privada. Em 2010 foram vendidas 18,5 milhões de caixinhas de ansiolíticos no Brasil, 36% a mais que em 2006. Também há tédio, apatia, insatisfação.

Inclusive no Facebook. Como mostra o filme A rede social, Mark Zuckerberg só trocou a ansiedade de ter levado um pé-na-bunda na vida real pela de apertar F5 no site que criou – sofrendo diante do perfil da namorada que não quis mais nada com ele.

Não é de espantar que algo tão complexo mas criado com um propósito tão mundano tenha se tornado principalmente um amplificador de bananalidades.

“O Facebook serve pra alimentar inveja”, sorri a estudante de Direito da UFSC Priscila Pimont, 25 anos, que já cursou Relações Internacionais na UFRGS. De vez em quando, “entediada”, Priscila rola seu feed de notícias infinitamente para baixo – como fazemos tantos de nós, na expectativa de provocar uma reviravolta na peça, torná-la mais significativa. Mas nada acontece.

“Não sai mais suco dessa laranja”, desdenha o pós-graduando em Biologia da UFSC Rodrigo Arlissone, 29, um dinossauro do mundo digital – tem um MSN com meia dúzia de contatos e só. “O Facebook poderia ter uma finalidade, mas é um fim em si mesmo.”

Pior: “Talvez toda a internet fique simplesmente parecida com o Facebook: falsamente alegre, falsamente amistosa, voltada principalmente para a autopromoção e engenhosamente dissimulada”, analisou a escritora inglesa Zadie Smith, 35, no artigo Generation Why?, publicado em The New York Review of Books.

De bom grado

Estamos, classe média, lavando nossos carros com som alto nas calçadas ensolaradas depois de épicas madrugadas de sábado. Ou escutando nosso som indie favorito no iPod em ruas europeias durante intercâmbios. Então o que há de tão errado nas coisas? Com a prosperidade, a juventude não deveria ser cada vez mais um experimentar estendido e descompromissado? Para virar adulto, não basta mudar repentinamente de postura?

Aí está. O modelo de juventude atual até funciona muito bem enquanto o mundo em volta se mantém em um nível blockbuster, repleto de filtros condescendentes próprios e alheios. Mas quando ganhamos rotina, bochechas gordas e um chefe que não reconhece aquela aura especial que juramos ter, nos frustramos.

A respeito, é imperdível o artigo Meu filho, você não merece nada, da colunista da revista Época Eliane Brum. Curtido por mais de 200 mil pessoas, o texto é uma crítica excepcionalmente contundente ao sentimento “eu mereço”, inoculado por pais superprotetores – e aceito de bom grado por nós, geração Y.

“Os pais sempre querem que seus filhos realizem o que não realizaram, sejam o que não foram”, afirma Eliane à Naipe. “Mas, neste momento histórico [agora], os pais querem algo bem maluco: que os filhos gozem o tempo todo, que sejam felizes o tempo todo. Que vivam uma vida sem ser marcados pela vida.”

Ela ressalta que isso se aplica a muitas famílias, não a todas. E segue: “Nem pai nem filho querem perder a ilusão sobre a qual o [atual] jogo familiar foi estabelecido”, uma ilusão de que não há sofrimento – ou de que consumismo ou medicamentos podem calá-lo.

Já na Grécia havia filósofo seriamente preocupado com a geração vindoura. Nem por isso críticas como a de Eliane Brum ou como aquela de que estamos rachando os alicerces sociais, de Mark Bauerlein, devem ser vistas como sirenes soadas à toa. Até pelas condições que nos foram dadas.

Herdamos problemas, mas também o resultado de grandes aspirações das gerações anteriores. Guerras, protestos, utopias, shows na lama e discursos sem-fim trouxeram resultados vitais que nem sempre percebemos e que não podem se perder. Assim como, no Brasil, não devemos esquecer nossa imensa dívida com os inúmeros pais que saíram do interior e abriram caminhos a facão.

“Agora que eu tô pensando nisso. Porra”, se desaponta diante da Naipe, numa mesa amarela de happy hour, o estudante de Engenharia de Produção Mecânica da UFSC Gabriel Borkenbrock, 22. Gabriel é o típico universitário da Geração Y: conectado mas amplamente despreocupado, como quem não acredita realmente nos benefícios da intelectualidade.

Derretimento

Em A idade da irracionalidade americana, publicado em 2008, a ensaísta Susan Jacoby afirmou que o anti-intelectualismo atinge níveis sem precedentes nos Estados Unidos – uma constatação perfeitamente transponível à realidade brasileira. Para ela, a preguiça mental generalizada se deve à convergência de fatores como “pseudociência, fundamentalismo, obsessão da mídia por celebridades, cultura de gangues urbanas, politicamente correto, declínio das bandeiras acadêmicas, relativismo moral, políticas interesseiras e enfraquecimento do jornalismo investigativo, entre outros fatores”.

Também com o bolso cheio de Estalinhos Guri, o professor universitário Thomas Benton diz, em artigo no jornal americano The Chronicle of Higher Education, que seus alunos são “incapazes de seguir ou manter um argumento”, “hostis a qualquer coisa que não seja diretamente relevante para as suas carreiras”, “não realmente envergonhados da sua falta de habilidades e conhecimentos” e “convencidos de que não há opiniões piores que as outras: todas as visões se equivalem”.

Um outro professor compara a inteligência mundial com as calotas de gelo polar: embora haja estatísticas muito alarmantes a respeito, sem dúvida há um derretimento, afirma. Também se diz que o nosso hábito de multitarefas diminuiu a qualidade das nossas reflexões, auto-expressão e até produtividade.

Para Bauerlein, o mais pessimista de todos, “o futuro parece sombrio”.

E a peça segue, repleta de som e fúria.

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NÓS NÃO SOMOS BANANAS

No palco, uma multidão troca os móveis, mudando completamente o cenário.

A peça: Geração Y, a dos nascidos entre 1978 e 1990. Os móveis: as ideias das gerações anteriores.

A juventude nunca havia dominado, como na escala atual, um conhecimento tão importante para o mundo – a internet. Ciente disso a Finlândia, 16º melhor IDH do mundo, escolheu 5 mil jovens para ensinarem os professores do país a usar computadores.

“Este é um período extraordinário da história humana. Pela primeira vez, a geração que está amadurecendo pode nos ensinar como preparar o nosso mundo para o futuro”, vibra o canadense Don Tapscott, se dirigindo à plateia da peça.

Ele refuta a ideia de que vem sendo criada uma geração de pessoas “estranhas e gordas”. Quem diz coisas assim está enquadrando o novo com critérios antigos. Facebook? Apenas o lazer de sempre. Só o intervalo para o cafezinho de ontem, e quando a vida está realmente valendo, a Geração Y representa um avanço incrível em relação às que a precederam. Aliás: “Na questão digital, os filhos são a autoridade. A sociedade jamais passou maciçamente por esse fenômeno, no qual a hierarquia do conhecimento é tão eficazmente virada de cabeça para baixo.”

Tapscott publicou, no ano passado, A hora da geração digital, uma resposta aos cibercéticos e críticos da geração multitarefas. Uma equipe de Tapscott fez um abrangente estudo da era digital, com quase 10 mil jovens do que chama de Geração Internet, praticamente o mesmo recorte de idade da geração Y.

Débito ou crédito?

Para inúmeros adultos, a Geração Y, exceções de sempre à parte, é uma geração banana. Um dos cascudos recentes veio do consagrado jornalista político Clovis Rossi, 68 anos. “Os estudantes brasileiros se mobilizam? Sim, para exigir meia entrada nos cinemas, atitude positivamente revolucionária. Difícil escapar à constatação de que não somos indignados e, sim, bananas”, lamentou na Folha de S.Paulo.

A cobrança é válida, mas há razões históricas para sermos assim. No Brasil, após a ditadura as reivindicações sociais foram se fragmentando, como nos EUA e na Europa nos anos 1960. Direitos de minorias foram conquistados, mas a sociedade não encontra mais um objetivo comum para se aglutinar. Alguns protestam sobre não ganharem cutucadas, outros sobre a permanência de Ricardo Teixeira à frente da CBF, outros sobre os preços do transporte público. Em Florianópolis, uma greve reuniu 600 estudantes na reitoria da UFSC recentemente. Mas nada como se via antes.

Colocar a culpa dessa desunião não é debitar demais na nossa conta?

Diz à Naipe um homem de 5 décadas e 5 mil livros que prefere não se identificar: “Estão botando muita coisa na conta de vocês. Minha geração é extremamente vaidosa. Os pais que mimaram vocês dão as coisas pela vaidade de mostrar que podem.”

E segue: “A geração de vocês vai acabar com o mundo? Não. Ele [o adulto que afirma isso] é que vai se acabar.”

De fato, quando se olha a juventude com óculos novos, não com as riscadas lentes antigas, muitas percepções se modificam. A inteligência de muitas das crianças de hoje faz com que qualquer um nascido há mais de três décadas pareça um simplório taberneiro da Idade Média. Não são tão poucos os que antes de atingirem 1 metro de altura já são bilíngues, bons navegadores da internet e formuladores de ideias complexas. Nos EUA, a pontuação nos testes de QI aumenta a cada ano.

Somos uma geração interativa, acostumada a customizar as coisas – adequá-las às nossas preferências. Isso logo é apontado como petulância, como reivindicação de mimados, mas em muitos casos estamos buscando soluções.

Ao rejeitar hierarquia e horários rígidos no emprego, por exemplo, muitas vezes estamos propondo modelos de trabalho mais amigáveis e maleáveis, baseados na produtividade.

Diversos especialistas afirmam que a Geração Y, com mais informações acessíveis, é mais preocupada com ética, meio ambiente e comportamento de empresas do que as gerações anteriores. Segundo pesquisa de 2002 do Banco Mundial com mais de 2 mil pessoas entre 15 e 30 anos, mais da metade já havia recompensado ou punido empresas com base no desempenho social percebido.

Livrinho de 1980

Pensamos rápido e somos impacientes com a ineficiência. Como no caso da educação.

“Tem professor que trabalha com livrinho de 1980 e giz”, se zanga em um happy hour o estudante de Engenharia de Produção Mecânica da UFSC Gabriel Borkenbrock, 22. Aluno da décima fase, ele nunca fez o cadastro na biblioteca – porque acessa tudo que precisa online. “O professor tem equipamento de R$ 5 mil e não utiliza.”

“A escola é um depósito de gente, um pacto medíocre da sociedade como um todo”, bufa, entre goles em cervejas de litrão no mesmo bar, o pós-graduando em Biologia da UFSC Rodrigo Arlissone, 29. Ele já deu aula para os ensinos fundamental e médio: “Os alunos têm um potencial muito maior do que a escola oferece.”

Sem dúvida, pensa Don Tapscott. A educação está 200 anos atrasada. Os mais novos estão apenas recebendo um modelo que as gerações anteriores não conseguiram revolucionar. “Ir a uma aula expositiva de um professor medíocre em um lugar e horário específicos, em uma sala na qual eles [alunos de hoje] são receptores passivos, parece estranhamente inadequado, ou até totalmente inapropriado”.

Uma das iniciativas que combatem esse anacronismo é a Khan Academy, que disponibiliza mini-lições gratuitas e relaxadas de história a astronomia. O site foi chamado de “incrível” por Bill Gates.

Para Tapscott, a Geração Internet começa fazendo coisas “que os jovens fazem”, jogar videogame, ouvir música, assistir TV, mas no momento em que seus primeiros integrantes completam 30 anos eles estão “causando impacto na vida cívica e na vida política”.

Seu otimismo se apoia em exemplos como a participação dos mais novos – via mundo virtual – na campanha de Obama e em mobilização contra as FARC, ambas em 2008. A influência da juventude na eleição do presidente americano é mais que conhecida. No caso colombiano, o jovem engenheiro Oscar Morales criou, no Facebook, o grupo Um milhão de vozes contra as Farc. O resultado não foi atingido, mas foi relevante: 260 mil pessoas aderiram. E se isso poderia sugerir o apoiar-para-não-realmente participar da internet, houve protestos simultâneos em 27 cidades colombianas e em 104 ao redor do globo.

Em dezembro de 2010, depois que o livro de Tapscott já havia sido publicado, vimos o começo de um caso ainda mais emblemático do bom uso das mídias sociais: ter ajudado a impulsionar a Primavera Árabe, primeira grande manifestação democrática da região neste século, com resultados efetivos.

Estímulo mental

Eles se vestem igual, fazem as mesmas coisas ao mesmo tempo, pensam e falam nos mesmos termos e têm praticamente os mesmos interesses. Quem é diferente é maluco, talvez uma traça de livro ou coisa parecida.

Essas frases não são do autor deste texto aqui; são de um estudante europeu que visitou uma universidade americana. Mas não em 2011. Em 1923. Na mesma época, o romancista americano Robert Herrick – citando carros, cinema, sexo e bebidas – se perguntava se a vida da época oferecia aos jovens “suficiente estímulo mental”.

Em texto recente, o colunista do jornal San Francisco Chronicle Mark Morford questionou essas eternas reclamações: “Esta parece ser a regra: quanto mais velhos ficamos, mais temos a tendência de ser vítimas da nossa própria visão de mundo fixa, incapaz de ver como as criaturas mais jovens da nossa espécie são e não são, ao mesmo tempo, um pouco como nós.”

Oscar Wilde, um dos maiores escritores do planeta no século 19, farejou isso. “É absurdo falar sobre a ignorância da juventude. As únicas pessoas cuja opinião eu escuto são as pessoas muito mais jovens que eu”, disse, além de argumentar que o progresso “sempre se deu pela desobediência”.

As gerações mais novas e antigas sempre se criticaram, apontando as piores tendências umas das outras – uma cobrança que acaba sendo benéfica.

Colocar na internet a culpa de todos os males modernos não faz sentido. É claro que ela escancara a ingenuidade de muita gente, mas seu bom uso também está aí, tornando obsoletas algumas maneiras de se ver e resolver as coisas.

Talvez se faça muito barulho por nada.

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SAIBA MAIS SOBRE A GERAÇÃO Y – E ALGUMAS OUTRAS

A hora da geração digital (Agir Negócios, 2010, 448 p., R$ 79,90), de Don Tapscott – Um dos principais manifestos a favor da Geração Internet, combina muitas estatísticas, bons argumentos e bastante otimismo.

The dumbest generation (Penguin USA, 2008, 264 p., R$ 55,70), de Mark Bauerlein – O livro prenuncia o apocalipse de forma fluente, convincente e mal-humorada.

O culto do amador (Zahar, 2009, 207 p., R$ 42), de Andrew Keen – O inferno é um lugar cheio de bloggers e podcasters, resmunga o autor, que quase nos deixa com vontade de nunca mais baixar um seriado.

O novo século (Companhia de Bolso, 2009, 176 p., R$ 20,50), de Eric Hobsbawn – Em entrevista a um jornalista italiano, o maior historiador vivo avalia variados aspectos do presente e futuro do século 21.

A criação da juventude (Rocco, 2009, 558 p., R$ 84), de Jon Savage – Conta a história da criação e consolidação da juventude como fase separada da vida, avaliando diferentes grupos urbanos.

Este lado do paraíso (Best Bolso, 2011, 352 p., R$ 17,90), de Scott Fitzgerald – Focado na vida universitária da década de 1920, ajudou a consolidar uma nova ideia de juventude.

Os belos e malditos (Best Bolso, 2011, 416 p., R$ 19,90) de Scott Fitzgerald – Imperdível, traz a travessia dos 20 aos 30 anos na visão do herdeiro de um milionário e da sua fútil, linda e inteligente namorada.

Um dia (Intrínseca, 2011, 416 p., R$ 29,90), de David Nicholls – Também imperdível, tem como protagonistas um playboy e uma indie apegados um ao outro e falade uma travessia maior – dos 20 aos quase 40.

Como fazer inimigos e alienar pessoas (Record, 2004, 366 p., R$ 42,90), de Toby Young – Inteligência ou modelos com us$ 20 mil de silicone? Young traz uma reflexão engraçada sobre o conflito vida frívola vs. culta.

Na internet

Meu filho, você não merece nada – A premiada jornalista brasileira Eliane Brum mostra o quanto somos, ao mesmo tempo, a geração mais e menos preparada.

Generation why? – A escritora inglesa Zadie Smith, 35, avalia Mark Zuckerberg, A rede social e o mundos nos tempos do Facebook.

American kids, dumber than dirt – O americano Mark Morford critica as gerações mais novas, mas diz que as antigas são vítimas de pontos de vista fixos.

On stupidity – O professor de inglês Thomas Benton fala do anti-intelectualismo nos EUA a partir de livros e da sua experiência em sala de aula.

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7 Responses to NÓS SOMOS BANANAS. E NÃO SOMOS

  1. Thaís G says:

    A matéria foi bem elaborada, e também não discordo do que os sábios estudantes – eles que provavelmente tbm devem ter Facebook – disseram.. Mas “gerações” como essa sempre vão surgir.. assim como sempre houveram ao longo dos séculos… Estão banalizando tanto o Facebook, que se esqueceram quando redes sociais como Orkut, Skype, MSN
    começaram a invadir a vida das pessoas… Estão banalizando por que está fazendo “sucesso”… E não serve apenas para “alimentar inveja”, como a menina ali disse.. isso deve ser por que a mente medíocre dela só pensa nisso,
    até pq, como ela mesma declarou.. ela tb possui.. Enfim, tem muitas outras funções.. mas não cabe aqui, agora..
    A questão seja, que talvez não estejamos utilizando elas (as redes sociais) corretamente, mas isso é um caso a parte que também precisa ser analisado.. A internet tem tantas coisas boas quanto ruins.. E é função de CADA UM canalizar o seu tempo corretamente para outras atividades..

  2. daniel says:

    olá,
    Parabéns pela ótima matéria,
    sou da geração Y, e gostaria de deixar o desafio no ar:
    um jovem de exatamente 15 anos, que conseguisse ler, interpretar e redigir uma dissertação defendendo o seu ponto de vista a respeito do tema, se alguém conseguir, eu volto a botar fé na atual geração.

  3. Marco says:

    O que não é compreendido é criticado… Infelizmente o ser humano é assim. Tenho 29 anos e pra mim, a geração que tem abaixo de 20 parece perdida. Talvez eu é que estou errado, não compreendendo seus modos de agir e de pensar. Talvez eu possa estar ficando obsoleto. É como o texto diz, a geração que está indo está sempre criticando a que está vindo, isso não vai mudar nunca.

  4. FRED says:

    EH FACIL ESSA QUESTAO, AQUI NO CASO DO BRASIL, SAO MAIS BURROS MESMO, NADA DE INCOMPRENDIDA OU PREGUIÇOSA NAO, SAO MAIS BURROS, ANDAM PARA TRAS, BURROS SAO OS DA GERAÇAO ANTERIOR, OS DA GERAÇAO Y SAO MAIS BURROS, HOUVE UM ACRESCIMO NA BURRICE. EH ISSO AE, EH OQUE EU ACREDITO. NAO SOU BRASILEIRO OK, PORTANTO TO FORA DISSO.

  5. Thaís G says:

    e eu nunca li um comentário tão desprezador na minha vida…. tsc tsc.. só “bobiça” mesmo.. tem que usar um Google Tradutor pra entender..

  6. Joel Hallow says:

    Parabéns pela matéria. Muito bem escrita, informativa. Fala de um tema atual e que muitos de nós, da geração Y, ainda não sabemos. Parabéns!

  7. rodrigo says:

    NUNCA LI TANTA BOBIÇA NA MINHA VIDA !!!

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