No Mundo relogio feito

Publicado em junho 4th, 2013 | por Camille Bousez

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PONTUALIDADE BRASILEIRA

“Na Ilha com Camille” é uma série de posts que mostra expectativas e realidades de uma belga que faz estágio na Naipe e aprende português em Florianópolis. Leia os textos anteriores aqui

1) Na Bélgica, mulheres e homens se esforçam para sair: as mulheres usam vestidos ou pelo menos um jeans com uma bonita blusa e sapatilhas. Os homens usam uma boa calça com camisa e sapatos estilosos. Aqui, eu tenho a impressão que as mulheres se arrumam muito mais que os caras. Elas se vestem com seu pequeno (minúsculo) vestido, seu salto agulha e sua maquiagem sofisticada, enquanto os caras saem com camiseta e até tênis. Na Bélgica, alguns lugares não permitem os homens a entrarem de tênis, apenas sapatos. Na Pacha, alguns estavam de camisa, mas não é muito frequente, sim?! E na Bélgica, se as mulheres se vestirem tão sexy pode ser mal visto, demais ousado e mal interpretado.

2) No meu país, se você tem um encontro ou um deadline, você é obrigado a ser pontual. Não se chega atrasado em compromissos profissionais, com sua família ou amigos: “la ponctualité est la politesse des rois”. Se o encontro estiver previsto para as 18h30, não chega às 19h, pois não haverá ninguém. E se você estiver atrasado, é melhor de avisar. No nível profissional, algumas empresas cobram multas de atraso caso os produtos não estiverem prontos no tempo. E se você não vier num encontro, jamais vai ter um outro. Hoje eu vivi uma situação “puramente brasileira”: nós tínhamos um encontro para fazer uma reportagem, esperamos uma hora, minha colega tentou ligar para o homem três ou quatro vezes e nada. Ele jamais veio! Quando ele ligou (20 minutos mais tarde), ele apenas explicou que esqueceu! E meus dois colegas ficaram calmos.  OMG! Eu já ligaria a ele 40 vezes, deixaria 3 mensagens (pelo menos uma cheia de insultos). Para mim, isso só é indelicadeza. Os belgas são possivelmente menos “cool”, mas às vezes é útil, isso evita perder tempo.

3) Pessoas são mais abertas aqui, mais calorosas (com ajuda do sol, talvez). Os brasileiros parecem gostar de falar. Ainda ontem, no ônibus, três mulheres começaram a puxar assunto. Na Bélgica, é raro que alguém comece uma conversa no ônibus, ofereça ajuda ou venha procurar você para dançar sem conhecer você (se for o caso, há segundas intenções). Aqui, em cada festa, eu falo com brasileiros (talvez, porque eu não pareço brasileira) e danço com pessoas só para me divertir. Muito bom!

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One Response to PONTUALIDADE BRASILEIRA

  1. Carlos Alberto says:

    A Pacha não é referência de nada!

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