On the road Praia do Amor

Publicado em março 11th, 2011 | por Thiago Momm

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DESAFORISMOS

A compilação deste texto não resulta de googleadas aleatórias, mas de frases anotadas com canetas marca-texto em livros diversos.

Ou seja: nada aqui é ingenuamente atribuído a Arnaldo Jabor ou a Luis Fernando Verissimo – você pode confiar na fonte citada. Boa leitura!

Apaixonar-se é entrar num estado de anestesia da percepção (Mencken). A partir do momento em que ama, o homem perde o senso da probabilidade (Stendhal). O amor é um conflito entre reflexos e reflexões (Magnus Hirschfield). Amor é um grave distúrbio mental (Platão). Saber amar não é amar: amar é não saber (Marcel Jouhandeau).

O amor é quando começamos enganando a nós mesmos e terminamos enganando a outra pessoa (Oscar Wilde). O amor é o que acontece entre um homem e uma mulher que não se conhecem muito bem (William Somerset Maugham). O amor é a ilusão de que uma mulher é diferente das outras (Mencken). Muitos homens que se apaixonam pela covinha de um sorriso e cometem o erro de casar com a mulher inteira (Stephen Leacock).

Amar é mudar a alma de casa (Mário Quintana). Amar é abanar o rabo (Cazuza). Amar é ser estúpidos juntos (Paul Valéry). O amor é uma onda alta sobre as ondas (Pablo Neruda). O amor é um egoísmo entre dois (Madame de Staël). Amor rejeitado é amor multiplicado (Machado de Assis). O amor? Pássaro que põe ovos de ferro (João Guimarães Rosa).

Amor: insanidade temporária curável pelo casamento (Ambrose Bierce). O amor não é o gemido plangente de um violino distante, mas o triunfante zunido da mola de um colchão (S. J. Perelman). O único amor duradouro é o não correspondido (Woody Allen).

O amor só possui uma palavra e, dizendo-se sempre, não a repete nunca (Jaques Maritain). Uma das desgraças da vida é que a felicidade de ver quem amamos e de lhe falar não deixa lembranças nítidas (Stendhal). O ciumento ama com mais intensidade, o outro ama melhor (Molière). Nada torna alguém tão amável quanto se crer amado (Pierre Marivaux).

O amor chega sem ser pressentido e sai fazendo aquele quebra-quebra (Millôr). Pra curar um amor platônico, só mesmo uma trepada homérica (David Neves). Quem ama o feio, rico lhe parece (Eugênio Mohallem). No amor, as mulheres são profissionais; os homens, amadores (Francis Truffaut).

Não se ama duas vezes a mesma mulher (Machado de Assis). Todo amor não é mais do que um “eu” que transborda (Guilherme de Almeida). Eu te amo demais pra querer que você se apaixone por mim (Justine Espírito Santo).

Se as duas pessoas se amam, não pode haver um final feliz (Hemingway).

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Sobre o Autor

Jornalista encarnado em literatura, viagens e história, é editor da Naipe, deixou porque quis a reportagem de turismo da Folha de S.Paulo e agora contrai dívidas para viajar. Um dos seus idealismos é emprestar livros do Henry Miller.



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