Pirão break a leg

Publicado em setembro 16th, 2013 | por Gabriella Figueiredo Santos

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BREAK A LEG

Não sei o que é destino e o que é sorte, sei o que é escolha.

Aliás, sei mesmo é que talvez eu nada saiba sobre esses ditados e crenças. Mas pensando bem, sei sobre o imprevisto. Sim, ele existe. Não sei se é tão improvável assim como dizem, mas é figura comum nos momentos mais incomuns.

É muito fácil chamar de azar o desvio no meio do caminho, o tropeço no meio da maratona. Mais previsível ainda é dedicar toda a atenção subsequente ao acontecido. A questão é, eu descobri que o ponto não é se você tem ou não o “corpo fechado”, mas se você permite que seu caminho esteja aberto. Problemas sempre existirão e são como catalisadores de realidade, seja na sua zona de conforto ou não. Enfrentar um problema, chamá-lo pelo nome, conhecê-lo em profundidade, pensar nas alternativas para amenizá-lo ou solucioná-lo é ter coragem para entender e olhar a vida, as pessoas e a si mesmo a partir de outros parâmetros.

Essa mudança de premissas pode fazer com que você pare por um tempo, entenda e veja o delicioso caos diário com outros olhos. É quando você conquista força e percebe que há outra chance de fazer melhor.

Não desejo que quebre algum osso, muito pelo contrário. Mas desejo que mudanças ocorram em sua vida

Estive mesmo pensando em como a expressão “break a leg!” pode ter seu lado bom. Fazer uma parada, mudar o ponto de visão, lembrar-se de que cada parte do seu corpo é, sim, conectada e cada movimento é interligado e dependente pode ser daquelas experiências “#lifechanging”.

Não desejo que quebre algum osso, muito pelo contrário. Mas desejo que mudanças ocorram em sua vida. Desejo que seja sacudido, desejo que sambe com vontade em cada mudança de rota, desejo que perca o equilíbrio e passe algum tempo tentando reencontrá-lo e o consiga! Desejo que experimente seu lado esquerdo, se é destro, e o direito, se é canhoto. Desejo que diminua o tempo do seu banho, que diminua o ritmo com que anda na rua, por um período, e observe mais à sua volta. Desejo que arrisque, sem medo de cair, porque isso vai acontecer uma hora ou outra. Desejo que se permita reaprender, seja lá o que for. Ainda espero que atenha mais atenção aos detalhes e que os faça da maneira mais lúdica e interessante possível, para você.

É… eu acredito em atitudes!


Sobre o Autor

Estudante de Ciências Sociais na UFSC, tem trabalhado com Antropologia. Estudou Comunicação e Estudos Culturais em Portugal e na Inglaterra.



3 Responses to BREAK A LEG

  1. Sampa says:

    E no final tudo poderia ser bem diferente… atitudes bem tomadas fazem qualquer história em ruínas ter um final feliz! Eu acredito nisso!

  2. Marcelo says:

    Cada passo, cada escolha, cada atitude teremos uma resposta.
    Sorte ou azar, é consequência do caminho que seguimos.
    Interessante como, depois de um tempo, percebemos que cada hora é uma chance de mudar por completo a vida!!!

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