Pirão divulgação

Publicado em novembro 5th, 2012 | por Diogo Araujo da Silva

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GERAÇÃO INDIE

Por geração indie eu entendo todos estes jovens da minha geração; todos aqueles que têm o arriscado despudor de desafiar o clima do país com seus cachecóis cafonas e seus densos sobretudos; todos aqueles que estão mais para o café do que para a cachaça; todos os que têm uma banda experimental sem sequer o sem sentido; todos que assistem asceticamente os filmes do Godard e saem da sala sem entender nada; todos os que defendem a pluralidade de sentidos das obras de arte unicamente porque muito lhes está sempre oculto e nada lhes fala diretamente; todos aqueles que militam pela liberdade de uma maneira tola; todos os que dizem militar pela política, mas não conseguem fazer isso sem transformar a própria realidade afetiva num jogo de compadres; todos estigmatizados, entediados com o mundo, incapazes de conversar por cinco minutos sem ativar a cédula fácil de um sarcasmo choco; todos que têm medo da solidão sem nem saber; todos aqueles que saem correndo de casa porque sentem que vivem de verdade só na vida pública e, mesmo nela, não sabem deixar entrever que são mais que a superfície que desfila insolentemente na frente de demais insolentes;

todos os que usam um insípido e surrado inglês pra comunicar seus estados de humor enfastiados; todos que tiram exclusivamente fotos de privadas ou de cachorros de rua ou de copos ou de becos e as guardam como um trauma de infância; todos os que penduram histericamente seus desenhos e frases vazias nas paredes da cidade convictos de que estão abalando a ordem; todos cujas poesias empacaram num pastiche estúpido de concretismo; todos cujos textos empacaram num pastiche de melancolia urbana cheia de cacoetes mimados; todos que se apresentam como uma espécie surda de contraponto aos playboys e às patricinhas e têm muito menos alma do que esses; todos os que promovem zines de cultura “sem pretensões”, “sem regras”, “sem seriedade” e de conteúdo tolo; todos os que chamam de amor livre a entrega mais careta e sem afeto que podia caber no termo; todos que têm um medo vexatório dos “reacionários”; todos os que militam por um mundo fácil e escondem no casaco o próprio choro; todos os que têm o sexo maquinal como única forma de catarse; todos os que improvisam frouxamente todas as suas peças, músicas, danças, estigmas, vidas; todos os que reviram sebos, brechós, botecos à procura dum preço mais barato para a própria alma; todos que fumam maconha pra sentir paz e não o sagrado da guerra;

todos os que mendigam afeto com os apelidos ridículos que dão uns para os outros; todos os que, a muito custo, espremem uma lágrima de auto-piedade, chegam à conclusão de que isso é se emocionar com arte e vivem espalhando que desde sempre estão de quatro por ela; todas as criaturas ingênuas que fazem curtas experimentais sem saber que caem perfeitamente bem no estereótipo do ridículo, do caduca, do ególatra e que, explicitamente, aparecem de vez em quando perfeitamente caricaturizados nas mais estúpidas comédias norte-americanas; todos os que amam todas as siglas (jazz, blues, mpb, nouvelle vague, tropicalismo, vanguarda, experimentalismo, teatro de rua) e não passam do amor às siglas; todos que acham que um gosto artístico se faz pronunciando nomes, escolhendo mercadorias em prateleiras, carregando penduricalhos;

todos os que me pedem aplausos por suas obras caducamente iconoclastas; todos os que colocam músicas barulhentas para que os presentes fiquem quietos e se beijem; todos os que vendem tédio infinito e fastio poético como melancolia catártica; todos os hiperativos que tiram fotos, fazem filmes, têm bandas de rock, riscam muros, fazem dança contemporânea e com isso apenas mostram que vivem em função da exterioridade para não aprofundarem nada; todos que entram na arte para militar pelo progresso; todos que fazem de seus amores hobbies terapêuticos; todos os que sentem medo da palavra verdade e por isso se refugiam em mentiras sem saberem que a vida é desde sempre inventada; todos os que precisam dos valores burgueses pra provarem que são anti-burgueses e nem desconfiam disso; todos os que não sabem ser delicados, ingênuos, puros, densamente afetivos; todos os que têm que ter critérios para avaliar tudo o que se passa no mundo; todos os que me fazem tropeçar em sua falta de alma e ainda me jogam na cara a sua falta de jeito em não se saberem vivos.

› Leia aqui A intelectual Lagoa, também de Diogo Araujo

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Sobre o Autor

É formado em filosofia e escreve no blog As Pipas. Como Brizola, é contra "tudo isto que está aí", mas ao mesmo tempo a favor de um milagre que nasça do cruzamento de Guimarães Rosa com o baile funk.



43 Responses to GERAÇÃO INDIE

  1. Deborah says:

    Lindo.
    Sabendo que todos somos isso mas não conseguimos evitar a proteção automática do nosso ego.

  2. Evelyn says:

    Qual parte do “por geração indie EU entendo” alguém não leu?

  3. Paulão says:

    Valeu o debate… Isso ja qualifica o texto!!! Provocar é preciso!!!

  4. Irônico says:

    hauehaueeh muito bom! quando a carapuça serve, dá nisso ai… um bando de revoltadinho com a opinião alheia aehuaheuheaae

  5. Caio says:

    São os indieotas

  6. Leticia says:

    Como estudante de filosofia eu penso: deve ser muito triste passar em media quatro anos na universidade para sair escrevendo sobre esse tipo de trivialidade (com tanto problema filosófico mais importante do que isso por aí).

  7. Adriano says:

    É isso mesmo Diogo, todo indie é um bosta!

  8. thiago says:

    e daí?

  9. diogo araujo da silva says:

    Nota do autor: no texto “Geração indie” procurei explorar o recurso literário do discurso trágico. Através dele compus um personagem jovem (eu mesmo) que vocifera (ou seja, grita) contra seus contemporâneos jovens a quem traz uma denominação atípica: uma palavra universal, “geração”, outra bastante particular e por muitos até desconhecida “indie”.

    Enquanto uso do distanciamento do “drama de fato”, ou seja, enquanto “grito” de trás de um teclado de computador, confecciono também uma ironia. Em resumo, neste texto provoco meus interlocutores a enxergarem o grau de auto-consciência do próprio texto. Parodio a famosa expressão “geração coca-cola” que usa dois nomes de alcance e conteúdo universal. Com meu título quis jogar com a ideia de que aquilo que estava à margem hoje também é universal – e tem seu ridículo, também universal.

    Um famoso jornalista “alternativo”, conhecido por pensar a “revolução” da internet desdenhou meu texto no facebook, pois nele provavelmente não viu nenhum pensamento. A internet como toda novidade em maior ou menor grau mediadora da liberdade do homem surge para ser destruída. Não quero alterar a empolgação com tão grandes possibilidades que gera este instrumento virtualizador da vida, salvo em um aspecto: de nada adianta ficar de quatro para um robô e não gostar de ser enrabado. Ou uma coisa, ou outra, ou nenhuma das duas.

    Ademais, os problemas de nossa espécie, mortal, continuam os mesmos, também no sentido de considerarmos que fofoca é algo ruim, mas corrermos para o clubinho para fofocar. Talvez um bom apelido para a internet seja: “ciência da fofoca” e nada mais – nem menos.

    Não vemos nossos personagens. Preferimos gritar, sozinhos, dentro de casa, para uma máquina imbecil, onde os ídolos são aqueles que vendem um anonimato virtual e desenhos de identidade infantis e virtuais enquanto a vida passa sobre nossas cabeças, cada vez mais longe de cansarem de suas verdadeiras humilhações escravizantes. Acreditamos que os tempos estão mudado para melhor porque estamos engajados em alguma virtualidade universal como, por exemplo, a cultura virtual. De minha parte, acredito que ninguém é obrigado a gostar de arte. Eu mesmo, não gosto. A todos os que leram meu texto, o meu muito obrigado.

    • Arthur says:

      Caro autor, olha que engraçado, sua resposta é tão embaraçosa quanto o texto “original” escrito por seu “personagem alter-ego” no seu drama performático. Vejo tiros para todos os lados e alguns parecem voltar para a própria origem do disparo. Entre estes, a “estética literária” utilizada por você não faria parte da mesma arte que você não gosta? Pois bem, no decorrer de sua resposta me pergunto aonde diabos você quer chegar, além de lançar estereótipos preconceituosos? E, se não estou equivocado, outros devem estar se perguntando o mesmo.

      O que mais me espanta, no entanto, é visualizar tantos “curtir” e mensagens bajuladoras do seu texto. Me despeço com os cumprimentos de alguém que fala detrás desta máquina virtual, imbecil e sem-vergonha e que prefere não alimentar mais ainda essa “fofoca” que não chega em lugar algum.

      Na esperança de melhores leituras.

      • Josué says:

        Eu não acredito em você, me desculpe. Todos que dizem aqui que o texto não tem direção, alguns evocando até mesmo lições de estilo, a meu ver, são suspeitos. Suspeitos de serem os mesmos que não iriam reclamar se a mesma estrutura fosse usada para criticar música sertaneja, políticos de brasília e o famigerado “quero tchu, quero tchá”. Mas como esse texto descobre parentescos de mesquinhez de inteligência entre esses últimos e os pretensos esclarecidos culturais pseudo-artísticos, não conseguiu o aplauso dos únicos que se prestam a a ler e discutir literatura, tentando falar por ela. Sim, porque o pessoal do quero tchu-quero tchá está pouco se lichando pra o que falam deles, e não gastariam um grão de sua energia comentando por aqui. Toda essa reação é previsível, uma hipocrisia de quem certamente perdoaria qualquer merdinha escrita, desde que ao em vez dele, ofendesse a outros…

        • Rafael says:

          Suspeitos??? Pq, pq são “indies”? Você devia se atentar mais aos fundamentos do que lê, do que ao preconceito de “quem está escrevendo”. O texto do Diogo é raso, não há fundamentação alguma, ele tem uma opinião mas não há justifica em momento algum, só emite juízos de valor.

        • diogo says:

          obrigado Josué! muito obrigado.

          rsrsrs

      • Leandro says:

        Boa sorte na sua tentativa de chegar em algum lugar.

  10. Arthur says:

    Embora possa existir comportamentos descritos acima, não há como generalizar ou associar ao termo “indie”, pois mediocridades acontecem e continuaram acontecer em circunstancias e contextos distintos e sempre estão fadadas a serem lidas por diversos pontos de vista – rotulações servem pra remédios e olha lá – logo, desista da corrida para o troféu da razão e verdade. Atacar? Contra o quê/quem? O seu vizinho e seu cachecol? Um desabafo em estado de humor ressentido – certo, quem nunca tem? – A acidez encorajada no texto acaba por se tornar superficial tal qual o que se pretende martirizar. “todos os que não sabem ser delicados, ingênuos, puros, densamente afetivos”(?) .O espelho ao lado sempre é mais turvo que o nosso. Para o autor e ressentidos, umas férias se possível. E não percam o show do Andrew Bird, dizem que ele é “indie” e aposto que com isso ele pouco se importa.

  11. Josué says:

    AHH, todo mundo para com essa patifaria. Quando eu lia primeira vez até achei demais também, um erro movido a ressentimento, mas depois de tantas reações indignadas e ultrajadas dos respondões, apelando até pra gramática genérica, eu passei a olhar com outro valor: de fato, tem um monte de gente mordida por aqui, e, eu aposto – pelo pouco que vi – mais mordidas quanto mais a elas se aplicam os esteriótipos marcados no texto. Olhei de novo: o conteúdo do texto é honesto e tem voz – não é que fale a verdade ou uma mentira, mas aceita o desafio de iluminar um grande poço de burrice escondida na cultura de “vanguarda” contemporânea.

  12. melissa says:

    “todos aqueles que procuram sentido nos textos que leem. todos os que se sentem ofendidos porque a carapuça serviu mas não enxergam que poesia não tem que ser verdadeira”

  13. Leandro says:

    Estão parecendo as menininhas histéricas na foto que ilustra o texto.

    RECALQUE é sair ofendido com algo tão bem escrito, apesar de egocêntrico.
    O único defeito alí foi tentar definir uma geração como “Indie”, quando se trata apenas da velha mediocridade.

  14. lucas says:

    não aprendi nada. não acrescenta nada. é um ponto de vista de uma geração que, através do título, de alguma forma tenta ser agrupada sob uma nova sigla. o fim em si mesmo.

    podemos criticar durante horas o cortador de cana, o estudante de filosofia, o pastor do desencapetamento… difícil é contribuir pro grande pool de conhecimento requentado que vivemos.

  15. Marc Furtado says:

    Apenas imbecis afirmam que algo é errado ou que não pode nos trazer conhecimento. A minha dica é que, ao invés de ficarem olhando “ponto e vírgula”, INTERPRETEM o texto.

  16. Allana says:

    Esse pessoal que comentou viaja muito. O texto está ótimo, fala a verdade crua e não tem motivos para ser ”reciclado”.

  17. Tamires Alves says:

    Nem me dei o trabalho de terminar de ler.

  18. Toni malvadezza says:

    Um dia o ”stanislaw ponte preta ” saiu com éssa ,ele ponta esquerda nato que detestava o meio onde tudo estava engarrafado ,deslocou se em direção a extrema esquerda e no limite do namoro com o pal da bandeira ,esqueceu da bola dando bola para a geral ..,que gritava seu nome nas palavras de ordem ..vai vai ..stani law.., vai vai.. stani law ..em direção ao gol que fica na horizontal..mas ele sempre cruzou a pelota com um deboche desnatural ,sabia que o o gol era no centro ,e o centro para um esquerdista sempre foi antinatural ,por isso indiabrado chutava na diagonal ,deixando a non sense o lateral que fazia o gol contra seu parimonial …por isso acabaram com a esquerda negociaram o Stanislaw que se negou a jogar num time da central.. o jogo hoje é mais marcado tem um esquema tático onde a esquerda passa mal….a geração ”cara pintada ”assumiu a numerada e acabou com a geral…

  19. tyler durden says:

    tô que nem cavalo pros críticos de tudo e de todos: cagando e andando.

    o escritor, aliás, está imergido em profunda depressão – para isso existe ansiolíticos.
    conseguiu numa crítica mostrar que, como diria Nelson Rodrigues, a maioria é burra.
    mas, como ele não faz parte da maioria, vive numa bolha e sua válvula de escape acaba sendo apontar os defeitos do outros num mundo onde o modelo ideal é ele mesmo.

    modelo de perfeição, um ícone a ser seguido. parabéns.

  20. Zé Caetano says:

    Quanta falta de informação num texto só. Muito indieota.

  21. Fernando says:

    A galerinha indie boçal realmente se identificou. Tá todo mundo “butthurt”.

  22. fabrício finardi says:

    muita gente servindo o chapéu de indie chato.

  23. Guilherme says:

    Era pra ser uma ironia, esse texto? Tomara.

  24. Fernando says:

    Olha o “naipe” desse filosofo chamado Diogo…… quantos anos vc tem??? vc viveu isso?? essa rebeldia eu tinha na minha juventude e passou… acredito que Brisola seria contra tudo isso ai que vc escreveu…. fora este texto, parabéns ao site muito bom..

    • Laurent Gabriel says:

      O cara escreve pra caralho. Aonde entra o BriZola na história?

      • Vani says:

        re1pida, melhor que o MSN, pois o Twitter criar redes re1pido, coisa que o MSN ne3o faz. Veja mais o que ecsrevi sobre o tema. Comunicar-se desse jeito seja pelo Twitter, seja pelo Yammer, que e9 um servie7o parecido,

  25. Stefano says:

    antes um geração indie que produza e não tenha medo de se expôr pra “críticicos” do que uma geração cuja principal colaboração seja criticar “tudo que está aí” pelo que parece o simples prazer de ser contra qualquer coisa que possa se chamar de status quo

  26. Roberto says:

    Interessante a reação da galera que se identificou em algum trecho do texto.

  27. Eduardo says:

    Fumo maconha puramente pra sentir paz.

  28. Elis says:

    Todos aqueles que fazem mau uso ponto e vírgula.

  29. Diana says:

    O texto é bom: intrépido e plástico. Mas como o estilo escolhido não estabelece um vínculo nítido com o interlocutor, que fica sem saber os limites do tema ou qual a direção do diálogo, pode virar alvo fácil de acusações banais e covardes como essas emprestadas de livros de redação de quinta-série: “falta objetividade” ou “coerência”. E, como é afiado, fica exposto às respostas dos ofendidos. Esses dois “defeitos” são também as suas qualidades, e os comentários que vejo aqui embaixo, a meu ver, apenas traem eus autores, confirmando o propósito e o destino do conteúdo. Abraço.

    • Gustavo says:

      Diana, o texto ofende pq, apesar das palavras lindas, é grosseiro, limitado, amargo e pouco relativista. é um desabafo recalcado de alguém que entendeu tudo errado, e coloca essa ou aquela geração na perspectiva maniqueísta cafonérrima do certo/errado, melhor /pior. é um manifesto conservador e preconceituoso, cheio de clichês prontos tirados de um estereótipo imaginário. é uma projeção do próprio pedantismo e da limitação do autor numa fuckin geração inteira, pasteurizando toda a sua complexidade. é etnocentrista, moralista e de uma pretensão abusiva. se o objetivo era só provocar, clap clap, congrats Diogo. mas que provocação mais cafona (muito mais cafona que qualquer cachecol) – há tantas ofensas mais pertinentes a serem feitas. acho que não há mais espaço para esse tipo de reducionismo na literatura. as coisas são tão mais complexas…

      • Diana says:

        Ok. Você não está errado, talvez, quanto à motivação pessoal e a sensibilidade que embala o ritmo do texto. E, talvez, ele ocupe um espaço que não mais existe na literatura – embora eu não goste de falar pela literatura. Ainda assim, justiça seja feita: o texto é bem escrito e acusações saídas de livrinhos de gramática são golpe baixo, provavelmente de quem ficou ofendido com alguma coisa. Além disso, a qualidade intuitiva das suas críticas são enérgicas, concisas, usa uma economia de palavras cheia de efeito, difícil, quem escreve sabe. Cafona? Não sei. Talvez não devesse ter a pretensão de ser tão global no seu ataque à estultícia do mundo, nem colocar tudo na conta de um rótulo tão simples, como “indie”. Mas o seu maior defeito, para mim, ainda é ter publicado isso em uma revista cujo público em geral se encaixa em pelo menos três de suas críticas mais contundentes. É sempre uma infelicidade que a maior parte das críticas sejam movidas pelo interesse pessoal, a sede de vingança. Abraço.

  30. Lucas says:

    Faça-me o favor..

  31. Hesiodo says:

    E o senhor critico de arte, formado em filosofia, com certeza deve estar a beira de algum abismo

  32. Davi Viana says:

    É contra tudo isto que está aí, inclusive coerência e vírgulas.

  33. joao says:

    Isto é hipster, cabeça, free jazz, mas nada a ver com indie, tu ta muito mal informado, recicla.

  34. Renato says:

    Falou, falou e não disse nada… Pobre texto longo e enfeitado sobre “rótulos” que perderam o sentido com o tempo e com a mídia bestial! Aliás, objetividade zero!

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