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Publicado em dezembro 30th, 2011 | por Revista Naipe

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MITOSE BALADEIRA


1007 Beach Chik promoverá, nas sextas e sábados de verão, noites com a mesma pegada da matriz manezinha


Da equipe Naipe
31/12/11

Para os fãs do 1007, lá está o 1007. Em uma das áreas mais movimentadas de Balneário Camboriú, logo depois da famosa curva da Avenida Atlântica, um quase nada depois do Subway, o letreiro rosa “1007 Beach Chik” anuncia a segunda unidade da casa.

Na comparação com a matriz de Florianópolis, saem os vários ambientes, aumenta muito de tamanho a pista central. Em uma das laterais, sequências de três sofás em “u” fazem as vezes de ala VIP – embora na inauguração, na última quarta-feira, não houvesse seguranças nas entradas, ficando livre o trânsito por lá. Não foram poucos os casais que aproveitaram o espaço para criar sua bolha libidinosa.

A proposta é que a unidade de Balneário abra todas as sextas e sábados ao longo do verão, com temas de festas repetindo os da ilha – Hangover e assim por diante. Com mais de 500 cabeças, na estreia a casa esteve bem perto de lotar – sendo que apenas cerca de 20% dos frequentadores eram de Florianópolis, segundo o grão-mestre do 1007, Rafael Korova. 

Para os detratores do 1007, tsc, tsc, lá está o 1007. Como no Subway, os ingredientes muitas vezes são combinados sem tanto zelo pela harmonia do todo, com molhos se sobrepondo e não deixando o gosto muito claro. Em uma sequência é possível ouvir All you need is love (Beatles), Quero te encontrar (Claudinho e Buchecha) e um hit com refrão-devoção como Firework, com Katy Perry esgoelando “‘Cause baby you’re a firework”. 
 
Isso gera um desdém parte justificado, parte não. Uma das maiores forças alternativas noturnas dos últimos anos poderia se reinventar incomodando um pouco os seus habitués, negando a eles sempre mais do mesmo – e não é Bruna Surfistinha, por mais que o inspirado cartaz a anunciasse na quarta falando em “até que enfim uma puta DJ”, que torna uma noite revolucionária.

A parte menos justificável de quem torce o nariz para o 1007 é que o mundo indie, afinal, também tem direito ao seu business. Se as casas mainstream agradam ao público se repetindo há anos, por que não podem os alternativos-light terem o seu lugar seguro, onde já sabem o que vão encontrar?

Catarse

Sociologias de balada à parte, houve muita catarse e alegrias madrugada afora. Do público enfurecido com câmeras do telefone em punho diante da já citada Bruna Surfisitinha e seu breve set; diante de “Luciana, de Blumenau” (algo assim), loira descalça de vestido curto vermelho que cantou no microfone, entre outros, um funk que faz ode ao poder das partes pudendas femininas. Houve quem desse mosh, houve bastante mulher bonita, houve os tradicionais cabelos de Rick Martin com suas variações fashion – da bermuda jeans estilo feminino ao terno branco com bermuda larga e tênis de basquete.

No ônibus, na ida (50 mangos com open bar de vodca, refrigerante e cerveja), o clima é de Oktober, com atmosfera bélica, batucão nos guarda-volumes e os inevitáveis engraçadões promovendo a si mesmos os estendapeiros informais da trip.

Na casa, entre uma Budweiser e outra (R$ 6 cada), o público satisfeito não arredou pé, com muito pouca gente escoando antes das 5h. 

No canto da pista, um bombado de camiseta colada, cabelo Cristiano Ronaldo, calça jeans de cintura baixa e danças pós-armário cantava emocionado olhando para uma amiga – uma gata mignon de sorriso fenomenal. Passam alguns minutos e lá está, os dois se atracam. Como bem sabem os frequentadores de noites como o 1007, o futuro é do strap-on.

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Veja fotos da noite.   

{morfeo 57}

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One Response to MITOSE BALADEIRA

  1. Yasmine says:

    O futuro é do strap-on?

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